Mulher,
Mulher,
Que um dia alguém te põe alto num trono
que és berço da Humanidade
Trazendo no teu ventre cada ser
Que pela tua força há-de nascer
Num momento de rara felicidadeMulher,
que tens os filhos e os crias
A eles dando o grande amor que tens
Que são na tua vida enormes bens
Com quem repartes mimos e alegrias
Mulher,
Mulher,
Muitas vezes a quem tu amas tanto
Que o fazes na ternura, no encanto
Que ninguém como tu sabe mostrar
Mulher,
Mulher,
que já esgotada na canseira
Dum dia que foi duro... e que no lar
Hás-de inda prosseguir a trabalhar
Às vezes sem dormir a noite inteira
Mulher,
Mulher,
que tão depressa homem te ama
Como logo a seguir te martiriza
Mas que te trata bem quando precisa
Que amor faças com ele em vossa cama
Que sofres quando o filho que pariste
E que puseste com amor na Terra
Vês partir para longe, para a guerra
Que nem sabes sequer porque é que existe
Que um dia alguém te põe alto num trono
Feliz por exibir tua beleza
Que depois sem ter ponta de tristeza
Te deixa pela rua ao abandono
Que sofres tanta vez a amargura
De saber o que é a solidão
Que deste tanta vez teu coração
E agora estando só ninguém procura
Mulher,
Mulher,
quero deixar-te o meu apreço
Render-me às qualidades que proclamo
Não sei se tudo já de ti conheço
Mas sei que te respeito e que te amo.
Joaquim Sustelo

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