quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

Pensa, pensa, pensa e diz o que pensas (porque hoje já podes)

O reconhecimento social das mulheres como “seres racionais” foi e continua a ser um desafio para nós. Aristóteles já afirmava que o corpo feminino está dotado de um cérebro menor. Quando se analisam outros estudos feitos relativamente a este tema, encontram-se igualmente preconceitos, explicações que tentam demonstrar a suposta inferioridade natural da mulher. Diante disto, a inferioridade natural da mulher tem sido visto como algo inato e, portanto, imutável. No entanto, enquanto ser humano, a mulher é dotada de razão e de raciocínio próprio. Infelizmente, ao longo da história, o pensar foi considerado um privilégio dos homens, tendo, muito lentamente, a mulher iniciado uma participação na vida académica, servindo-se especialmente de instituições religiosas, as únicas que ofereciam ensino ao sexo feminino.
Mesmo assim, muitas mulheres tiveram coragem de enfrentar a sociedade e desenvolver o seu próprio pensamento. No campo filosófico, várias mulheres se destacaram como Hannah Arendt, Simone Weil, Edith Stein, Mari Zambrano e Rosa Luxemburgo. Estas mulheres, contrariando a ordem patriarcal de seu tempo, foram filósofas importantes e, sem dúvida, contribuíram decisivamente para a construção do conhecimento.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Mulheres que fazem História - 15


Cleópatra, a rainha grega do Egito. Provavelmente tudo que o mundo sabe sobre ela esteja errado. Muitas versões a descrevem como uma mulher fatal e de rara beleza. Alguns relatos valorizam, com certo exagero, a questão estética da jovem rainha.

Trezentos anos antes de Cleópatra governar o país mais rico do mundo, Alexandre, o grande, tinha acabado de conquistar o Egito. Desejoso de ser considerado uma divindade, o comandante militar dirigiu-se ao templo de Siwa – onde fora proclamado um deus pelo oráculo. Alexandre conquistou o maior império de toda história, dominando terras que iam da Europa a Índia. Cleópatra certamente inspirou seus objetivos, sobretudo políticos, as façanhas alcançadas por Alexandre, o maior líder militar que o mundo já conheceu. Ela era ambiciosa, determinada e inteligente, mas sua aparência não era de uma mulher fatal

Cleópatra era descendente dos reis gregos do Egito, os ptolomáicos. Ela nasceu em Alexandria. Seus cabelos eram avermelhados, a ilustração acima não mostra a rainha utilizando-se de jóias. Definitivamente, estas não são características de uma mulher fatal. Por outro lado, uma harmoniosa combinação de: espiritualidade, determinação e inteligência tornaram Cleópatra à mulher mais famosa do mundo. A localização dos ancestrais da jovem rainha fica a oitocentos quilômetros de Alexandria, na ilha de Filae. Nesta região, durante 300 anos, foram construídos templos dedicados aos XII Ptolomeus. Ptomoleu III foi o ultimo grande faraó da era ptolomáica, reconquistando grande riqueza que havia sido perdida para outras civilizações. Ptolomeu IV foi um grande fracassado que perdera grande parte das riquezas do Egito antigo. O pai de Cleópatra, Ptolomeu XII, era conhecido como “o tocador de flauta”. O tempo todo ele dava primazia em tocar o pequeno instrumento de sopro, evitando assim, as responsabilidades do governo. Aos dezoito anos de idade, Cleópatra perdeu seu pai. O testamento de Ptolomeu XII dizia que o Egito deveria ser governado por Cleópatra e seu irmão, Ptolomeu. Mas na prática isto não chegou a ocorrer. Os dois brigaram pela disputa ao poder.

Mulheres que fazem História - 14


"Se você ama a música a ponto de servi-la humildemente, o sucesso acontecerá automaticamente” – Maria Callas


Uma voz cortante, poderosa, capaz de levar o ouvinte a abismos de paixão ou de dor lancinante. Maria Callas é a emoção superlativa. Uma diva única, quase força da natureza. Quem viu seus olhos expressivos, a visceral interpretação de suas violetas, rosinas, turandots, lucias e normas jamais voltará a se conformar somente com uma bela voz de soprano. A indomável Callas, geniosa, intempestiva, era regida pelos sentimentos. Em sua pele, nenhum personagem de ópera era ficcional. O sangue fervia, a dramaticidade explodia, puro êxtase. Butterfly era um lamento nunca ouvido, Magdalena a voz da emoção, e Violeta morria de olhos abertos, encarando uma platéia atônita e chocada.

Maria morreu sozinha, no seu apartamento de Paris, a 16 de setembro de 1977, vítima de um infarte. Enquanto o enterro percorria a rua Georges Bizet, centenas de parisienses que choravam saudaram a passagem do esquife com a saudação que emocionava Maria na saída dos teatros: “Brava Callas!, Brava Maria!”. Na primavera de 1979, as suas cinzas foram lançadas no Mar Egeu.

Mulheres que fazem História - 13


Isabel de Aragão nasceu no palácio de Aljaferia, na cidade de Saragoça, onde reinava o seu avô paterno D. Jaime I. Era filha de D. Pedro, futuro D. Pedro III, e de D. Constança de Navarra. A princesa recebeu o nome de Isabel por desejo de sua mãe em recordação de sua tia Santa Isabel da Hungria, duquesa de Turíngia. O seu nascimento veio acabar com as discórdias na corte de Aragão, pelo que o seu avô lhe chamava “rosa da casa de Aragão”. As virtudes da sua tia-avó viriam a servir-lhe de modelo e desde muito nova começou a mostrar gosto pela meditação, rezas e jejum, não a atraindo os divertimentos comuns das raparigas da sua idade. Isabel não gostava de música, passeios, nem jóias e enfeites, vestia-se sempre com simplicidade.
A infanta D. Isabel tornara-se conhecida em beleza discrição e santidades. As suas virtudes levaram muitos príncipes apresentavam-se a D. Pedro como pretendentes à mão da sua admirável filha. Os pais escolheram o mais próximo, D. Dinis, herdeiro do trono de Portugal, que era também o mais dotado de qualidades. Isabel estava mais inclinada a encerrar-se num convento, no entanto, como era submissa, viu no pedido dos pais, a vontade do céu. Foram assinadas a 11 de Fevereiro de 1282 as bases do contrato de casamento, e o matrimónio realizou-se na vila de Trancoso, no dia de S. João Baptista de 1282. Nos primeiros tempos de casada acompanhava o marido nas suas deslocações pelo país e com a sua bondade conquistou a simpatia do povo. Dava dotes a raparigas pobres e educava os filhos de cavaleiros sem fortuna.
Isabel deu ao rei dois filhos: Constância, futura rainha de Castela e Afonso, herdeiro do trono de Portugal. As numerosas aventuras extraconjugais do marido humilhavam-na profundamente. Mas Isabel mostrava-se magnânima no perdão criando com os seus também os filhos ilegítimos de Dinis, aos quais reservava igual afecto. Entre seus familiares, constantemente em luta, desempenhou obra de pacificadora, merecendo justamente o apelido de anjo da paz. Desempenhou sempre o papel de medianeira entre o rei e o seu irmão D Afonso, bem como entre o rei e o príncipe herdeiro. Por sua intervenção foi assinada a paz em 1322.
A sua vida será marcada por quatro virtudes fundamentais: a piedade, a caridade, a humildade e a inquietude pela paz. Tornou-se uma mulher de grande piedade conservando em sua vida a prática da oração e a meditação da Palavra de Deus. Buscou sempre a reconciliação e a paz entre as pessoas, as famílias e até entre nações. D. Isabel costumava dizer “Deus tornou-me rainha para me dar meios de fazer esmolas.” Sempre que saía do paço era seguida por pobres e andrajosos a quem sempre ajudava.
Após a morte de seu marido, entregou-se inteiramente às obras assistenciais que havia fundado, não podendo vestir o hábito das clarissas e professar os votos no mosteiro que ela mesma havia fundado, fez-se terciária franciscana, após ter deposto a coroa real no santuário de São Tiago de Compostela e haver dado seus bens pessoais aos necessitados. Fixou residência em Coimbra, junto ao convento de Santa Clara, nos Paços de Santa Ana, de que faria doação ao convento. Mandou edificar o hospital de Coimbra junto à sua residência, o de Santarém e o de Leiria para receber enjeitados.
Viveu uma profunda caridade sendo sempre sensível às necessidades dos pobres e excluídos. Viveu o resto da vida em pobreza voluntária, dedicada aos exercícios de piedade e de mortificações. Isabel faleceu a 4 de Julho de 1336, deixando em testamento grandes legados a hospitais e conventos.
O povo criou à sua volta uma lenda de santidade, atribuindo-lhe diversos milagres e a santa foi canonizada em 1625. Foram atribuídos muitos milagres, como a cura da sua dama de companhia e de diversos leprosos. Diz-se também que fez com que uma pobre criança cega começasse a ver e que curou numa só noite os graves ferimentos de um criado. No entanto o mais conhecido é o milagre das rosas.
Reza a lenda que, durante o cerco de Lisboa, D. Isabel estava a distribuir moedas de prata para socorrer os necessitados da zona de Alvalade, quando o marido apareceu. O rei perguntou-lhe: “O que levais aí, Senhora?” Ao que ela, com receio de desgostar a D. Dinis, e, como que inspirada pelo céu respondeu: Levo rosas senhor....” E, abrindo o manto, perante o olhar atónito do rei, não se viram moedas, mas sim rosas encarnadas e frescas Beatificada pelo Papa Leão X(breve de 15/04/1516) e em 1625 foi canonizada pelo Papa Urbano VIII. Por ordem do bispo D. Afonso de Castelo Branco abriu-se o túmulo real, verificando-se que o corpo da saudosa Rainha estava incorrupto. A canonização solene teve lugar em 1625. Quando esta notícia chegou à cidade realizaram-se grandes festejos que se prolongam até aos nossos dias.

Mulheres que fazem História - 12


Poetisa portuguesa, natural de Vila Viçosa (Alentejo). Nasceu filha ilegítima de João Maria Espanca e de Antónia da Conceição Lobo, criada de servir (como se dizia na época), que morreu com apenas 36 anos, «de uma doença que ninguém entendeu», mas que veio designada na certidão de óbito como nevrose. Registada como filha de pai incógnito, foi todavia educada pelo pai e pela madrasta, Mariana Espanca, em Vila Viçosa, tal como seu irmão de sangue, Apeles Espanca, nascido em 1897 e registado da mesma maneira. Note-se como curiosidade que o pai, que sempre a acompanhou, só 19 anos após a morte da poetisa, por altura da inauguração do seu busto, em Évora, e por insistência de um grupo de florbelianos, a perfilhou. Estudou no liceu de Évora, mas só depois do seu casamento (1913) com Alberto Moutinho concluiu, em 1917, a secção de Letras do Curso dos Liceus. Em Outubro desse mesmo ano matriculou-se na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, que passou a frequentar. Na capital, contactou com outros poetas da época e com o grupo de mulheres escritoras que então procurava impor-se. Colaborou em jornais e revistas, entre os quais o Portugal Feminino. Em 1919, quando frequentava o terceiro ano de Direito, publicou a sua primeira obra poética, Livro de Mágoas. Em 1921, divorciou-se de Alberto Moutinho, de quem vivia separada havia alguns anos, e voltou a casar, no Porto, com o oficial de artilharia António Guimarães. Nesse ano também o seu pai se divorciou, para casar, no ano seguinte, com Henriqueta Almeida. Em 1923, publicou o Livro de Sóror Saudade. Em 1925, Florbela casou-se, pela terceira vez, com o médico Mário Laje, em Matosinhos. Os casamentos falhados, assim como as desilusões amorosas, em geral, e a morte do irmão, Apeles Espanca (a quem Florbela estava ligada por fortes laços afectivos), num acidente com o avião que tripulava sobre o rio Tejo, em 1927, marcaram profundamente a sua vida e obra. Em Dezembro de 1930, agravados os problemas de saúde, sobretudo de ordem psicológica, Florbela morreu em Matosinhos, tendo sido apresentada como causa da morte, oficialmente, um «edema pulmonar». Postumamente foram publicadas as obras Charneca em Flor (1930), Cartas de Florbela Espanca, por Guido Battelli (1930), Juvenília (1930), As Marcas do Destino (1931, contos), Cartas de Florbela Espanca, por Azinhal Botelho e José Emídio Amaro (1949) e Diário do Último Ano Seguido De Um Poema Sem Título, com prefácio de Natália Correia (1981). O livro de contos Dominó Preto ou Dominó Negro, várias vezes anunciado (1931, 1967), seria publicado em 1982. A poesia de Florbela caracteriza-se pela recorrência dos temas do sofrimento, da solidão, do desencanto, aliados a uma imensa ternura e a um desejo de felicidade e plenitude que só poderão ser alcançados no absoluto, no infinito. A veemência passional da sua linguagem, marcadamente pessoal, centrada nas suas próprias frustrações e anseios, é de um sensualismo muitas vezes erótico. Simultaneamente, a paisagem da charneca alentejana está presente em muitas das suas imagens e poemas, transbordando a convulsão interior da poetisa para a natureza. Florbela Espanca não se ligou claramente a qualquer movimento literário. Está mais perto do neo-romantismo e de certos poetas de fim-de-século, portugueses e estrangeiros, que da revolução dos modernistas, a que foi alheia. Pelo carácter confessional, sentimental, da sua poesia, segue a linha de António Nobre, facto reconhecido pela poetisa. Por outro lado, a técnica do soneto, que a celebrizou, é, sobretudo, influência de Antero de Quental e, mais longinquamente, de Camões. Poetisa de excessos, cultivou exacerbadamente a paixão, com voz marcadamente feminina (em que alguns críticos encontram dom-joanismo no feminino). A sua poesia, mesmo pecando por vezes por algum convencionalismo, tem suscitado interesse contínuo de leitores e investigadores. É tida como a grande figura feminina das primeiras décadas da literatura portuguesa do século XX.

Mulheres que fazem História - 11


Escritora e poeta mineira. Sua obra recria com uma linguagem despojada e direta, freqüentemente lírica, a vida e as preocupações dos personagens do interior de Minas. Adélia Luzia Prado de Freitas nasceu em 13 de dezembro de 1936 em Divinópolis. Aos 14 anos, já escreve seus primeiros versos. Estuda com padres franciscanos e forma-se em filosofia. Entra para o magistério em seguida mas abandona o projeto de dar aulas depois de se casar e ter cinco filhos. No início dos anos 70, publica seus primeiros poemas em jornais de sua cidade e de Belo Horizonte. Em 1971 divide com Lázaro Barreto a autoria do livro A Lapinha de Jesus. Sua estréia individual acontece em 1976, com Bagagem, livro que chama a atenção da crítica pela originalidade e pelo estilo. Em 1978 escreve O Coração Disparado, com o qual conquista o Prêmio Jabuti de Literatura, conferido pela Câmara Brasileira do Livro, de São Paulo. Nos dois anos seguintes, dedica-se à prosa, com Solte os Cachorros (1979) e Cacos para um Vitral (1980). Volta à poesia em 1981, com Terra de Santa Cruz. Em seguida, publica Componentes da Banda (1984), O Pelicano (1987) e O Homem da Mão Seca (1994) . Seus dois últimos livros, lançados em 1999, são o romance Manuscrito de Felipa e o livro de poemas Oráculos de Maio.

Mulheres que fazem História - 10


Julia Elizabeth Wells nasceu em Walton-on-Thames, Inglaterra, no dia 01/10/35, filha de um professor de trabalhos manuais, Ted Wells, e de uma pianista, Barbara Wells. Aos dois anos começou a estudar dança com a tia, Joan. Quando Julia tinha apenas 4 anos, seus pais se divorciaram e a menina foi morar com a mãe e o padrasto, Ted Andrews, cantor e artista de vaudeville. Foi Ted Andrews quem descobriu que Julie possuía uma voz que, devidamente trabalhada, iria torná-la famosa em toda Inglaterra. Sendo verificado que sua laringe era completamente desenvolvida já aos sete anos, começou a ter aulas de canto com Madame Lilian Stiles-Allen. Aos nove já integrava, de vez em quando, o número formado por sua mãe e seu padrasto. Deste herdou o sobrenome, Andrews, adotado legalmente, tendo mudado também o prenome para Julie. Em 23 de outubro de 1947 Julie começou sua carreira profissional cantando árias como \"Polonaise\" da ópera Mignon. Seu sucesso foi tamanho que foi convidada para cantar para a família real em 1948. Fez um teste de cinema para a MGM, sendo rejeitada por ser muito magrinha e meio desajeitada. Mas logo Julie seria conhecida como \"a mais jovem soprano da Inglaterra\", participando de programas de rádio e televisão, assim como em pantomimas (show de variedades inglês com canto, dança e brincadeiras). Ao interpretar Cinderella numa das pantomimas de Natal, em 1953, chamou a atenção da diretora Vida Hope que a achou ideal para interpretar Polly Brown na versão americana do musical The Boy Friend (O Namoradinho). A princípio Julie recusou deixar a Inglaterra por tanto tempo, mas depois acabou aceitando e foi para Nova Iorque estrelar a peça. O musical foi um sucesso e Julie começou a ser convidada a fazer testes para vários musicais, entre eles My Fair Lady (Minha Bela Dama). Conquistou de vez a América ao eternizar o papel de Eliza Doolittle, no ano de 1956. Julie interpretou a florista que se transforma em dama durante dois anos na Broadway e um ano e quatro meses em West End, em Londres, com enorme sucesso. Em 1960 estrelou Camelot, ao lado de Richard Burton, ficando um ano e cinco meses na peça. Pouco tempo depois dava à luz Emma Kate, sua única filha com Tony Walton, seu primeiro marido, talentoso cenógrafo e figurinista. Ao vê-la em cena interpretando a rainha Guenevere, em Camelot, Walt Disney encantou-se com Julie. Chamou-a, então, para protagonizar o que seria o seu primeiro filme: Mary Poppins, pelo qual ganhou o Oscar de melhor atriz do ano de 1964. Sua interpretação da babá-feiticeira ainda é lembrada por muitos mas seu maior sucesso, com o qual é até hoje identificada e amada, ainda estava por vir. The Sound of Music (A Noviça Rebelde), é um dos filmes mais assistidos e foi um tremendo sucesso de bilheteria na época, quebrando recordes, e conquistando cinco Oscar. Julie atuou em alguns filmes entre musicais (Positivamente Millie, A Estrela), dramas (Não podes comprar o meu amor e Hawaii) e suspense (Cortina Rasgada). Após filmar Darling Lili (Lili, minha adorável espiã), em 1969, casou-se com o diretor-produtor-escritor Blake Edwards, casamento esse que dura até hoje e rendeu vários frutos, entre os quais The Tamarind Seed (Semente de Tamarindo), \"10\" (Mulher Nota Dez), Victor/Victoria (Vítor ou Vítoria?) e That\'s Life (Assim é a Vida). Por sua atuação em Victor/Victoria Julie recebeu sua terceira indicação ao Oscar e ganhou seu quarto Globo de Ouro. Também foi indicada ao Globo de Ouro como atriz dramática em That\'s Life e em Duet For One (Sede de Amar), um de seus melhores desempenhos no cinema. Em 1995, Julie Andrews fez um retorno triunfal à Broadway com a versão teatral de Victor/Victoria. Dois anos antes, participou da versão off-Broadway do musical Putting it Together de Stephen Sondheim. Julie é a mãe amorosa de cinco filhos: sua filha Emma, os dois filhos de Edwards, Jennifer e Geoffrey , e Amy e Joanna, estas filhas adotadas pelo casal em 1974. Com o nome de Julie Edwards, escreveu três livros infanto-juvenis, Mandy (1971) e The Last of the Really Great Wangdoodles (1974) e o mais recente, de 1999, Little Bo, que já chegou às livrarias. Há algum tempo foi anunciado que Julie Andrews havia perdido a voz, resultado de uma operação mal sucedida. Fãs do mundo inteiro ficaram chocados e tristes com a notícia. Mas ano passado, na entrega dos Tony Awards, junto com Carol Burnett, sua grande amiga há quase quarenta anos, Julie mostrou a todos que está se recuperando numa cena memorável que nenhum fã poderá esquecer. Após nove anos desde Fine Romance, ela agora acaba de terminar a filmagem de seu novo longa-metragem, Relative Values, ao lado do maravilhoso Colin Firth e de Stephen Fry, entre outros. Baseado na peça de Noel Coward, promete ser um grande sucesso, e deverá estrear nos cinemas do mundo inteiro esse ano, mais precisamente em Maio. E outro filme \"One Special Night\", desta vez para a televisão, onde mais uma vez Julie contracena com James Garner, foi transmitido no final de 1999, nos EUA.

Mulheres que fazem História - 9


Joana D'arc foi uma Mártir francesa canonizada em 1920 (1412-1431). Heroína da Guerra dos Cem Anos, ajuda a libertar a França do domínio inglês. De família modesta, nasce em Domrémy e, aos 13 anos, afirma ouvir vozes divinas lhe pedirem para salvar a França da mão dos ingleses. Durante cinco anos, mantém essas mensagens em segredo. Em 1429, deixa sua casa na região de Champagne e viaja para a Corte do rei francês Carlos VII. Convence-o a colocar as tropas sob seu comando e parte para libertar a cidade Orléans, sitiada pelos ingleses há oito meses. À frente de um pequeno Exército, derrota os invasores em oito dias, em maio de 1429. Um mês depois, conduz Carlos VII à cidade de Reims, onde ele é coroado no dia 17 de julho. A vitória em Orléans e a sagração do rei reascendem a esperança dos franceses de libertar o país. Na primavera de 1430, Joana retoma a campanha militar e tenta libertar a cidade de Compiègne, dominada pelos borgonheses, aliados dos ingleses. É presa em 23 de maio do mesmo ano e entregue aos ingleses. Interessados em desacreditá-la, eles a processam por bruxaria e heresia. Submetida a um tribunal católico em Rouen, é condenada à morte depois de meses de julgamento. É queimada viva na mesma cidade em 30 de maio de 1431, aos 19 anos. A revisão de seu processo começa a partir de 1456 e a Igreja Católica a beatifica em 1909. Em 1920, é declarada santa pelo Papa.

Mulheres que fazem História - 8


Francisca Edwiges Neves, a Chiquinha Gonzaga, nasceu no Rio de Janeiro, a 17 de outubro de 1847. Filha de uma família ilustre do Império, Chiquinha Gonzaga educou-se com o Cônego Trindade e com o Maestro Lobo, casando-se, aos treze anos, com Jacinto Ribeiro do Amaral, um oficial da Marinha Mercante. O casamento durou o tempo de transformar Chiquinha em mãe de cinco filhos. Ela não aguentou mais a reclusão do navio onde seu marido servia e as ordens dele para que ela não se envolvesse com a música. Naquela época, uma mulher que abandonasse o marido tornava-se responsável por uma "vergonha" que devia enfrentar sozinha. Depois de mais uma experiência amorosa frustrante, Chiquinha Gonzaga compreendeu sua falta de vocação para o casamento. Passou, então, a viver como mulher independente, situação em que pôde revelar sua verdadeira personalidade. Trabalhou como professora de piano e obteve grande sucesso, tornando-se também compositora de polcas, valsas, tangos e cançonetas. Ao mesmo tempo, juntou-se a um grupo de músicos de choro, com quem tocava em festas. Foi a necessidade de adaptar o som de seu piano ao gosto popular que lhe valeu a glória de se tornar a primeira compositora popular do país. O sucesso de Chiquinha Gonzaga começou em 1877, com a polca "Atraente". A partir da repercussão de sua primeira composição impressa, Chiquinha resolveu se lançar no teatro de variedades. estreiou compondo a trilha da opereta de costumes "A Corte na Roça", de 1885. Em 1934, aos 87 anos, Chiquinha Gonzaga escreveu a partitura da opereta "Maria". Chiquinha compôs as músicas de 77 peças teatrais, tornando-se responsável por cerca de 2000 composições. Em 1897, todo o Brasil dançou sua estilização do corta-jaca, sob a forma de tango "Gaúcho", mais conhecido como "Corta-Jaca". Dois anos depois, compôs "Ó Abre Alas", a primeira marcha carnavalesca que se tem notícia. E foi cercada dessa glória que Chiquinha Gonzaga viveu até 28 de fevereiro de 1935, às vésperas do carnaval, festa que ela tanto amava.

Mulheres que fazem História - 7


Cantora e actriz brasileira de origem portuguesa, nasceu em 9 de fevereiro de 1909 e faleceu em 5 de agosto de 1955. Por 15 anos faz sucesso nos Estados Unidos (EUA), especialmente em Hollywood. Seu nome verdadeiro é Maria do Carmo Miranda da Cunha. Nascida em Marco de Canaveses, Portugal, vem para o Brasil com 2 anos. Seu primeiro disco sai em 1930, marcado pelo êxito de Taí, de Joubert de Carvalho. Na década de 30, suas gravações fazem sucesso nos carnavais (Alô... Alô..., Adeus Batucada, No Tabuleiro da Baiana) e ela realiza turnês pela Argentina e pelo Uruguai. Atua no cinema brasileiro estrelando cinco filmes. No último deles, Banana da Terra (1938), aparece pela primeira vez vestida de baiana para cantar O Que É Que a Baiana Tem?, de Dorival Caymmi. O traje estilizado de baiana com balangandãs e turbante torna-se sua marca. Em 1939 vai para os EUA. Estréia em um musical da Broadway e, em 1940, apresenta-se na Casa Branca para o presidente Franklin Roosevelt. No ano seguinte assina contrato para atuar em Hollywood. Trabalha em Uma Noite no Rio (1941) e em mais 12 filmes. Consagrada internacionalmente, viaja ao Brasil em 1954 para rever a família. Meses depois, já de volta a Hollywood, morre de um ataque do coração.

Mulheres que fazem História - 6


Diana de Gales - Diana Frances Spencer - Princesa de Gales, Nasceu em 1 de Julho de 1961 em Sandringham, Norfolk (Grã-Bretanha).Filha de Edward Jon Spencer. Oitavo conde Spencer e Frances Ruth Burke,filha do quarto barão de Fermy. Quando seus pais se divorciaram, quando ela tinha sómente 8 anos. Estudou em Riddles Worth Hall (Norfolk) e na escola West Heath de Kent e completou seus estudos na Suiça. Depois trabalhou como professora de um Jardim de Infância. em 1979, com apenas 18 anos, já começou a sair com o Principe Charles, ex noivo de uma de suas irmãs. Detalhe pouco conhecido. Quando criança, teve vários contatos com a familia real Britanica, quando ia jogar com os filhos menores da Rainha Elisabeth II Edward e Charles o mesmo Principe que alguns anos depois, em 24 de Fevereiro de 1981 anunciaría o seu casamento com ela. No dia 29 de Julho de 1981, casaram-se na Catedral de São Paulo (Londres), numa cerimônia digna de um casal Real. Tiveram dois filhos. O primogênito nasceu e deram-lhe o nome de William (1982), o segundo foi Harry (1984) Foi muito querida pelo povo inglês em geral. Principalmente pelas obras de caridade que praticou pelo mundo afora e a sua simpli- cidade e simpatía. Inclusive aparecia nos meios de comunicação de quase todo o mundo, com a sua maneira meiga, elegante e cordial. No entanto, desde o final da década de 80, começaram a surgir os primeiros rumores sobre uma possível crise matrimo- nial. Isto veio a se confirmar algum tempo depois. Em Dezembro de 1992 acontéce a separação do casal. Já no inicio do ano de 1996, foi aceita a petição de divórcio, que fora feita em Dezembro de 1995, pelo Prícipe Charles; e ambos tivéram definitivamente em 28 de Agosto de 1996 a sentença final do mesmo. Com isto, Diana perdeu o tratamento de alteza real em tróca ao equivalente a 180 milhões de Libras Esterlinas. Na noite de 30 de Agôsto de 1997,quando viajava com o seu novo companheiro sentimental, Dodi Al Fayed, sofreram um terrível acidente automobilistico, que arrebatou a vida de ambos. O corpo da princesa, foi sepultado em uma ilha, no meio de um lago artificial, denominado de o lago Oval, situado em uma região das terras de Altorp, conhecida tambem, como "Os Jardins dos Prazeres. Este lugar foi eleito pelo irmão de Diana, Charles Spencer, porque sómente assim, pode ser cuidado sem problemas pela familia e permite assim, que seja visitado em particular, pelos filhos de Diana, sempre que assim o desejarem.

Mulheres que fazem História - 5


Beatriz Costa, actriz de revista e cinema portuguesa, de grande sucesso, nasceu na Charneca do Milharado, perto de Mafra. Teve uma infância sem grande ambiente familiar, de um lado para o outro com a mãe, que viveu ao sabor dos amores de ocasião. Começou na revista "Chá e Torradas", como corista, no Éden Teatro e seguiu depois para o Brasil, onde residiu até 1926. A "Menina da Franja" como ficou conhecida estreou-se no cinema no filme "O Diabo em Lisboa", que não teve distribuição comercial. A "Canção de Lisboa" é o seu grande sucesso, onde faz o papel de "menina Alice", filha de António Silva. Entra em "Aldeia da Roupa Branca", onde canta com a sua voz esganiçada. Tinha trinta anos. Voltou ao Brasil e casou, em 1947, mas separou-se dois anos depois. Entre Lisboa e Rio de Janeiro Beatriz Costa fez uma carreira de cheia de sucessos. Quando se retirou da vida artística decidiu escrever livros biográficos «Sem Papas na Língua», 1975 e «Quando os Vascos eram Santanas», 1977. Figura acarinhada e querida em todo o país, viveu no Hotel Tivoli, em Lisboa, até ao fim dos seus dias. Divertida e risonha, manteve sempre o seu ar irreverente e um humor saudável. Mafra homenageou-a dando o seu nome ao Teatro Municipal Beatriz Costa. Os filmes em que é vedeta são constantemente exibidos na RTP Memória com enorme sucesso de audiências.

Mulheres que fazem História - 4


Agnes Gonxha Bojaxhiu nome de baptismo da que ficou mundialmente conhecida por Madre Teresa de Calcutá, nasceu na Albânia (então Macedónia) e tornou-se cidadã indiana, em 1948. Prémio Nobel da Paz em 1979. Oriunda de uma família católica, aos doze anos já estava determinada a ser missionária. Começou por fazer votos na congregação das Irmãs de Nossa Senhora do Loreto, aos 18 anos, na Irlanda, onde viveu. A sua vida na Índia, começou como professora só ao fim de dez anos sentiu necessidade de criar a congregação das Irmãs da Caridade e dedicar a sua longa vida aos pobres abandonados e mais desprotegidos de Calcutá. Entre as suas prioridades estava matar a fome e ensinar a ler aos "mais pobres entre os pobres", bem como a leprosos, portadores de SIDA e mulheres abandonadas. Depois do Prémio Nobel, em 1979, passou a ser muito conhecida e as Irmãs da Caridade estão em centenas de países do Mundo. O seu exemplo de dedicação sem temer contrair doenças contagiosas, a sua vida exemplar, sempre na sua fé católica deram-lhe, em vida, a certeza de que era santa. Aguarda-se a sua canonização.

Mulheres que fazem História - 3


Agatha Christie nasceu Agatha May Clarissa Miller, em Torquay, na Grã-Bretanha, em 1890. Agatha começou a escrever sob influência de sua mãe, que a incentivou a criar um conto, enquanto Agatha estava com um forte resfriado e de cama. Durante a I Guerra Mundial, prestou serviço voluntário num hospital, primeiro como enfermeira e depois como funcionária da farmácia e do dispensário. Esta experiência revelar-se-ia fundamental, não só para o conhecimento dos venenos e preparados que figurariam em muitos dos seus livros, mas também para a própria concepção da sua carreira na escrita. Com o seu segundo marido, o arqueólogo Max Mallowan, Agatha viajaria um pouco por todo o mundo, participando activamente nas suas escavações arqueológicas, nunca abandonando contudo a escrita, nem deixando passar em claro a magnífica fonte de conhecimentos e inspiração que estas representavam.Autora de cerca de 300 obras (entre romances de mistério, poesia, peças para rádio e teatro, contos, documentários, uma autobiografia e seis romances publicados sob o pseudónimo de Mary Westmacott), viu o seu talento e o seu papel na literatura e nas artes oficialmente reconhecidos em 1956, ano em que foi distinguida com o título de Commander of the British Empire. Em 1971, a Rainha Isabel II consagrou-a com o título de Dame of the British Empire. Deixando para trás um legado universal celebrado em mais de cem línguas, a Rainha do Crime, ou Duquesa da Morte (como ela preferia ser apelidada), morreu em 12 de Janeiro de 1976. Em 2000, a 31st Bouchercon World Mistery Convention galardoou Agatha Christie com dois prémios: ela foi considerada a Melhor Autora de Livros Policiais do Século XX e os livros protagonizados por Hercule Poirot, a Melhor Série Policial do mesmo século.

Mulheres que fazem História - 2


Paula Rego formou-se na Slade School, em Londres, cidade em que fixou residência. Sua obra, influenciada pelo surrealismo e pelo expressionismo, desenvolve-se em telas de grandes dimensões, nas quais narra histórias que reportam à infância, com figuras grotescas, freqüentemente extraídas de contos de fadas, mas tratadas de forma irônica e por vezes cruel (Quarto de Castigo, 1969). Sua vida em Londres liga-a à pop art e às técnicas de colagem, sempre trabalhadas em paralelo com as influências já citadas e sem nunca deixar de lado o cotidiano da península. A situação vivida não só em Portugal, mas também na Espanha, tem grande peso em suas obras do final dos anos 60 (Manifesto por uma Causa Perdida, 1966). A recordação da infância mantém-se como fio condutor ao longo da obra desta pintora e, na década de 1980, sobressai em uma série de telas em que a personagem central é uma menina (possivelmente um auto-retrato) acompanhada de figuras várias, como um cão, um bode ou bonecas de trapos, e colocada em espaços diversos onde não há distinção entre o bem e o mal.

Mulheres que fazem História - 1


Criadora de moda francesa, empresária, Coco Chanel foi uma inovadora no campo da moda. Lançou perfumes e uma infinidade de adereços de toilette. Criou o vestido camiseiro em 1920. A vida de Coco Chanel é o triunfo da sagacidade aliada a uma rara capacidade de improvisação e criatividade. Filha ilegítima foi, aos doze anos, abandonada pelo pai, com mais quatro irmãos. Começou por fazer chapéus. Foi amiga dos maiores do seu tempo: Picasso, Stravinsky, Cocteau, Diaghilev. Em 1910 estava já na Rue Cambon onde a Casa Chanel fez o seu nome. Em 1916, em plena guerra abriu 1º Salão de Moda de Paris. Em 1924 a Casa Chanel que esteve encerrada entre 1939 e 1954 porque a modista esteve exilada na Suíça, por ter tido uma relação amorosa com um oficial nazi. O seu regresso à moda foi penoso. Os franceses não tencionavam perdoar-lhe, porém Coco tinha demasiado génio para ficar parada. Quando apresentou a colecção de 1958 as francesas ficaram rendidas. A revista Elle escrevia em destaque: "Dez milhões de mulheres votam Chanel". Depois foi a continuação do sucesso, num mundo da moda que contava então com homens de peso como Dior, Balenciaga e Givenchy. Chanel viveu como uma soberana no Hotel Ritz, em Paris e ali faleceu com 87 anos. Nunca casou.

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

É a isto que se chama evolução??


A discriminação da mulher, mesma na sociedade ocidental, está longe de ser um assunto acabado como muitos «iluminados» querem fazer crer. Para juntar à longa lista de «provas» a "Noticias Magazine", publicou, na sua passada edição, um trabalho de investigação da psicóloga Raquel Matos intitulado "CRIME dizem elas".

Ao contrário do que se poderia pensar, não há crimes «tipicamente femininos». O que há é circunstâncias inerentes à consumação do crime. Ou seja, o crime aconteceu porque eram mulheres. como se não bastasse, o facto de se ser mulher leva à «dupla punição» - porque a sociedade aceita melhor que um homem cometa um crime do que uma mulher; a quem não se tolera desvios ao papel que dela é esperado: "continua a esperar-se da mulher um comportamento de maior recato e dedicação à familia. Ainda se espera que a mulher tenha relações mais ou menos estáveis. Espera-se que não seja violenta. Espera-se que cumpra as normas sociais. Espera-se que não cometa crimes. A pressão e o controlo social sobre as mulheres são muito mais acentuados do que nos homens.", afirma a autora do estudo.

E se no universo prisional português mais jovens o número de raparigas detidas é muito inferior ao de rapazes, o mesmo já não acontece naquilo a que se chama a idade adulta: a taxa de detenção de mulheres em Portugal é das mais elevadas da Europa. Razões para reflectir no muito que ainda há para mudar nas menstalidades e comportamentos de uma sociedade que se diz evoluída neste inicio do século XXI.

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Se não têm pão, comam brioches!

Maria Antonieta de Áustria nasceu em Viena em 1755 e foi a rainha de França até a Revolução Francesa, em 1789. Casa-se em 1770 com o delfim francês, que passou a governar como Luís XVI a partir de 1774. Exerceu grande influência a vários níveis sobre o seu marido, nomeadamente a nível político, embora pouco soubesse da vida dos plebeus franceses e do custo dela. Devido aos seus hábitos esbanjadores e excêntricos, a corte francesa arruinava-se a olhos vistos. Por isso o povo apelidava-a de «madame déficit», odiando-a sem nada para comer. Existe uma famosa frase: "Se não têm pão, comam brioches" que supostamente foi proferida por si quando a população, faminta, gritava em frente aos portões de seu palácio por algo para comer. Em 1792 foi detida e encarcerada pela revolução. Aquando do seu julgamento, Maria Antonieta teve de se sentar num banco duro de madeira, enquanto o presidente procedia ao interrogatório. As perguntas sucederam-se de modo desordenado, algumas sem a menor importância, com a intenção de supliciar a rainha. Esta respondeu com precisão algumas vezes, com prudência outras, com altivez sempre. Maria Antonieta foi condenada à morte e executada no dia 16 de Outubro de 1793, morrendo na guilhotina.

Um filme sobre a vida da rainha foi feito com o nome de Marie Antoinette, dirigido por Sofia Coppola.

domingo, 4 de novembro de 2007

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

La Vie en Rose

Uma mulher de personalidade marcante, cujo talento incomparável atravessou décadas e será eternamente reverenciada como uma das grandes vozes do século: Édith Giovanna Gassion, mais conhecida como Édith Piaf nasceu em Paris a 19 de Dezembro de 1915 e morreu a 10 de Outubro de 1963. Foi uma cantora francesa de música de salão e variedades, mas foi reconhecida internacionalmente pelo seu talento no estilo francês da canção. Cresceu no clima dos cabarés e boates franceses, sempre acompanhando a mãe, Line Marsa, que cantava nestes lugares. Iniciou sua carreira com apenas 15 anos, apresentando-se em cafés e nas ruas. Com maneira própria de interpretar e uma voz singular ficou conhecida com canções como “Je ne Regrette Rien” e “La Vie en Rose”, tornando-se um dos maiores nomes da música francesa. Mas a vida da cantora foi tudo menos fácil. Edith sofreu muito na infância, viajando com o seu pai, um contorcionista, e também sofreu de muitas paixões arrebatadoras como toda boa e autêntica francesa.

Em Junho de 2007 foi lançado um filme biográfico sobre ela com o título "Piaf" (originalmente "La Môme", e em inglês "La Vie En Rose") de Olivier Dahan.


Músicas de Edith Piaf: http://edith-piaf.narod.ru/pesni.html

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

A Mulher e o Islão

Como em nenhuma outra religião, no islamismo a mulher é tratada como um objecto. Este abuso começa desde que são meninas, pois proibidas de ir à escola são condenadas ao eterno analfabetismo. Embora o Islão não proíba as mulheres de trabalhar, enfatiza o seu lugar a tomar conta da casa e da família. Depois há, como se vê, milhares de viúvas que, sem poder ganhar o seu sustento, vivem de esmolas e passam fome. Qualquer uma que seja suspeita de transgressões é espancada ou executada. Em muitos países muçulmanos há matanças relativamente frequentes por motivos de honra. A razão apontada para as matanças é a crença de que a mulher tenha causado à família uma "perda de honra" e por isso "mereça" ser morta. E todas as nódoas negras que o marido tem o DIREITO de causar no corpo da mulher ficam escondidas debaixo das longas túnicas que usam (as burqas). O Islão recomenda a modéstia sem recomendar abertamente o cobrir de alguma parte, pelo que, cá para mim, elas são obrigadas a usá-las para tapar os efeitos das agressões que sofrem. O Corão contém versículos dedicados a deixar claro que, aos olhos de Alá, homens e mulheres são iguais. Como se explica, então, que as mulheres tenham de viver prisioneiras e cobertas por véus, em pleno século XXI? Na verdade, a pura religião descrita no Corão está muito longe daquilo que foi, ao longo dos anos, distorcido pelos homens para fazer valer as suas vontades. A Circuncisão feminina, por exemplo, não é referida em nenhuma parte do livro sagrado, embora seja praticada na África.

O recente livro "Souad - Queimada viva", editado em 2004 em português pela Editora Asa, relata um destes casos de maltratos de uma mulher palestiniana de 17 anos pela sua própria família. Foi queimada viva mas acabou por ser salva por uma organização suíça. É de não perder!

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

As Mulheres e o Halloween

Somos mesmos boas! Até a festa do Hallowenn tem a marca feminina, vejam so. Na verdade, originalmente, o halloween não tinha nada a ver com bruxas. Era um festival do calendário celta Irlandês, o festival de fim de verão, que celebrava o início do ano novo, entre 30 de Outubro e 2 de Novembro. Mais tarde, a Igreja Católica tentou eliminar esta festa pagã, chamada Samhain, instituindo restrições na véspera do Dia de Todos os Santos.
A relação da comemoração desta data com as bruxas propriamente ditas começou na Idade Média no seguimento das perseguições incitadas por líderes políticos e religiosos. Eram feitos julgamentos pela Inquisição, com o intuito de condenar mulheres que fossem consideradas curandeiras e/ou pagãs. Todas as que fossem alvo de tal suspeita eram designadas por bruxas, com elevado sentido negativo e depreciativo, devendo ser julgadas pelo tribunal do Santo Ofício e, na maioria das vezes, queimadas na fogueira nos autos-de-fé. Este ano, a agência de notícias «Associated Press» e o Instituto Ipsos nos Estados Unidos da América decidiram fazer uma pesquisa de opinião, entre 16 e 18 de Outubro, e perguntaram aos norte-americanos que candidato presidencial de 2008 seria a fantasia de Halloween mais assustadora. Os números não deixam margem para dúvidas, Hillary Clinton aparece no topo da lista, eleita por 37 por cento dos inquiridos. Embora esta notícia traga popularidade para Hillary Clinton, não sei se me sentiria muito feliz no lugar dela. Afinal de contas, ela foi eleita a maior BRUXA de todas...

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Eva Péron VS. Cristina Kirchner

Evita Perón nasceu em 1919 em Buenos Aires e morreu em 1952. Foi líder política na Argentina, tornando-se primeira-dama quando o general Juan Péron foi eleito presidente. Famosa pela sua elegância e carisma, Evita conquista o apoio da população pobre, na maioria emigrante de origem rural a quem ela chamava de "descamisados". Por força da sua personalidade decidida e por ser uma defensora incansável dos pobres, Eva muitas vezes foi confundida como sendo militante de esquerda, embora ela rejeitasse totalmente esse título. Para os pobres que ela defendia, Evita nunca foi uma líder ideológica, ela era muito mais do que isso. Era uma benfeitora, uma líder espiritual da nação argentina, quase uma santa. Eva Perón foi, na verdade, a inspiração do povo pobre e trabalhador da Argentina.
Por isso, na passada quinta-feira, no centro de Buenos Aires, milhares de argentinos juntaram-se para homenagear Evita Perón no aniversário da sua morte, ocasião aproveitada pelo Presidente Nestor Kirchner para impulsionar a candidatura da sua mulher, Cristina Kirchner.
Acompanhada pelo marido e por vários ministros, Cristina esteve presente e evocou o exemplo de Evita Perón para a comparar a si própria.

Cristina tornou-se esta madrugada a primeira presidente da Argentina. Sucederá o marido, como chefe de Estado, e prometeu tentar manter o forte crescimento económico do país. Entre os desafios do novo governo, que assumirá o poder a 10 de Dezembro, está o de manter o difícil equilíbrio entre a aliança estratégica com a Venezuela de Hugo Chávez e uma melhoria na relação com os Estados Unidos.

domingo, 28 de outubro de 2007

Why Don't You Do Right?


Já que estamos numa de Sex Symbols da História, aqui está mais uma, Miss Jessica Rabbit.
Jessica é uma personagem fictícia criada por Gary Wolf no seu romance, que mais tarde foi adaptada ao cinema no filme “Who framed Roger Rabbit?”, e cujo modelo de criação foi a actriz Veronika Lake. O seu longo e sexy vestido vermelho, que deixa as suas também longas e sensuais pernas destapadas lateralmente é a sua marca de referência. E falar de Jessica Rabbit sem mencionar as suas compridas luvas azuis até ao ombro e o seu espampanante cabelo ruivo seria crime...Jessica é linda! Aliás, não é só linda como culta, inteligente, astuta, sensual. É uma autentica Sexbomb! Para além de ser uma figura caricata do cinema por misturar o "desenho animado" que é com toda a sensualidade que emana, Jessica representa o que de mais atraente e sensual pode haver numa mulher!


P.S.: De tão sexy que é, Jessica deixa a nossa anterior nomeada, Betty Boop, a desejar sê-la!




sexta-feira, 26 de outubro de 2007

Marilyn Monroe, a maior sex symbol de todos os tempos

Nascida Norma Jean Mortenson em 1926 e apesar da sua beleza deslumbrante, as suas curvas e lábios carnudos, Marilyn era mais do que um símbolo sexual na década de 50. A sua aparente vulnerabilidade e inocência, juntamente com a sua inata sensualidade, tornaram-na querida no mundo inteiro.
Em 1944, o fotógrafo Davis Conover utilizou-a para a sua sessão de fotos e começou a enviar-lhe propostas de trabalho como modelo. Até 1946 foi capa de várias revistas e assinou o seu primeiro contrato com a Twentieth Century Fox. Ganhando $125 por semana, Norma pintou o cabelo de loiro e mudou o nome para Marilyn Monroe.
Em 1955, Marilyn estava pronta para abandonar a imagem de furacão loiro. Isso tinha-lhe proporcionado o estrelato, mas agora que tinha várias oportunidades e experiência, Marilyn queria seguir com seriedade a carreira de actriz. Em 1956, abriu a sua própria produtora, "Marilyn Monroe Produtores". Foi reconhecida pelo seu trabalho e ganhou um globo de ouro como "Melhor actriz Comediante".Nos globos de ouro de 1962, Marilyn foi nomeada como personalidade feminina favorita de todo cinema mundial, provando mais uma vez que era totalmente adorada.
Na manhã do dia 5 de Agosto de 1962, aos 36 anos, Marilyn faleceu enquanto dormia (supostamente).
Ela foi mais do que uma estrela de cinema e rainha do glamour: foi um verdadeiro furacão e a sua popularidade foi muito além de qualquer ícone. Hoje o nome “Marilyn Monroe” é sinónimo de beleza, sensualidade e classe. Ela continua a ser considerada uma inspiração para todos aqueles que lutam pelos seus ideais e superam todos os obstáculos.

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Boop Oop a Doop!

Quem já não se lembra da Betty Boop? Se há alguma mulher que já não se lembre, estamos mal! Foi criada nos anos 30 e representa a procura da liberdade e da modernidade da mulher naquela época.

Esta sexy personagem apareceu pela primeira vez num desenho animado em 1930, chamado Dizzy Dishes, como a primeira pin-up de animação. A princípio, ela foi criada para ser a namorada de Bimbo, o seu cão e por isso tinha aparência canina. Mais tarde transformaram as suas orelhas de cão em grandes brincos com formato de argolas e o nariz foi desenhado como humano. A sua primeira aparição totalmente humana foi no desenho Any Rags, de 1932. O desenhista inspirou-se para criar Betty, em Helen Kane, conhecida como "Boop Oop a Doop Girl", e cuja canção acabou por ficar como sua marca de referência. A sensualidade da personagem tem influência não apenas na canção de Helen Kane, mas no estereótipo das divas da década de 30.
Em alguns episódios, Betty passa por situações delicadas, como perder o top e aparecer apenas de sutiã ou perder até todo o vestido. Porém, a intenção dos produtores nunca foi a pornografia. A intenção era apenas retratar a sensualidade das mulheres daquele tempo. Uma verdadeira pin-up, Betty fazia comédia, dançava, cantava e encantava sua plateia. A sua última aparição oficial foi no filme Uma Cilada para Roger Rabbit (Who Framed Roger Rabbit?), em 1988. Betty, deixas saudade!

terça-feira, 23 de outubro de 2007

O lugar da Mulher na Igreja (ou a falta dele)

Apesar de secundário, a mulher sempre teve um papel importante na Igreja. Reza a história que foi ela a formar o primeiro grupo que deu origem à Igreja actual, pois antes do tempo da institucionalização da Igreja houve o tempo das matriarcas cristãs, como Maria Madalena. Esta é uma das personagens mais misteriosas da Bíblia e aquela cujo papel não está bem definido. Sabe-se que ocupou um lugar de grande proximidade a Jesus, foi sua discípula e amou-O acima de tudo, e embora a sua imagem seja a de uma mulher pecadora, esta foi manipulada pela Igreja, havendo provas de que ela teria sido amante e companheira de Cristo. Acontece que, ao longo dos séculos, a Igreja tentou eliminar todo o vestígio que provasse que as mulheres haviam tido um papel importante na Igreja.

Gostava de ver se, durante um mês, as mulheres não fossem à Igreja! Era interessante assistir a uma missa na minha territa se as beatas do costume não lá estivessem… é que não estaria lá mais ninguém. Esta era a única forma de mostrarmos a nossa importância e a Igreja, por seu turno, via-se ‘obrigada’ a alterar a sua posição.

Para além de Maria Madalena, há outras personagens históricas que marcam a posição da mulher na Igreja, como Joana D’Arc, que se disfarçou de homem e adoptou o nome de Johannes Angelicus. Em virtude da sua inteligência, foi eleita Papa – a primeira e única da História. Pouco depois, engravidou e, durante uma procissão, deu à luz. Foi amarrada a um cavalo, arrastada para fora de Roma e apedrejada até à morte.

Hoje em dia, na sociedade Ocidental, já ninguém é apedrejado até à morte, o que pode servir de incentivo se alguém estiver a pensar em arquitectar algum plano! Eu, sinceramente, não tenho interesse pessoal por assuntos relacionados com a Religião e fico-me pela escrita deste comentário. Dou, no entanto, o meu apoio a qualquer forma de reivindicação.

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Mais uma aula, mais um plano

Hoje tivémos mais uma aula de AP e chegámos a novas conclusões. Para além de mantermos aquilo que tínhamos estipulado no início do projecto vamos incluir mais capítulos no dossier final. Acho que vou dizer às meninas que não quero mais juntar-me com elas porque sempre que nos juntamos ficamos entusiasmadas e acabamos por planear fazer coisas a mais!

Para além disso, começámos já a divulgar mais o blog e por isso esperamos ver mais coments e votos. Falta pouco para acabar a votação gente, é a votar!

P.S.: aceitam-se sugestões para posts a enviar para projecto_ser_mulher@hotmail.com .Danke schoen!!

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Como conquistar uma mulher de verdade!

Homens, observem e aprendam como uma se faz uma serenata a sério!




Que loucura minha gentxi!!

As mulheres portuguesas são parvas

A quase totalidade dos portugueses (93 por cento) considera que, num casal, tanto o homem quanto a mulher devem trabalhar fora de casa, mas um número impressionante (78 por cento) diz que uma criança pequena sofre quando a mãe trabalha.
Cerca de metade da população afirma que as mães se deveriam abster de trabalhar quando têm filhos com menos de seis anos.
Ora, devido aos salários reduzidos da maioria dos trabalhadores masculinos, Portugal possui a mais alta taxa de emprego feminino da Europa, uma situação que só pode conduzir a que as portuguesas vivam em estado permanente de culpabilidade.
Mas há mais. Os portugueses excedem-se verbalmente no seu amor pelas crianças: para 62 por cento, os indivíduos que não têm filhos levam uma "vida vazia".
Ora, são estes senhores, que tanto dizem amar os filhos, que se não dão ao trabalho de lhes mudar as fraldas, de os levar ao médico ou de os alimentar. As mulheres portuguesas gastam três vezes mais horas do que os homens na lida doméstica.
As portuguesas continuam a ser exploradas, como se nada se tivesse passado desde o momento, na década de 1960, em que a minha geração ergueu a bandeira da emancipação feminina.
Sei, por experiência própria, que é mais fácil fazer greve às tarefas domésticas do que ao tratamento dos filhos. Apesar das minhas resistências iniciais, acabei por admitir que existe um laço afectivo diferente entre a mulher, que teve de carregar um feto na barriga durante nove meses, e o homem que se limitou a depositar nos ovários um montinho de espermatozóides.Mas isto não explica a exploração a que as minhas compatriotas são sujeitas, não só pelos maridos, como por uma sociedade que continua a atribuir-lhe todos os males contemporâneos, do consumo juvenil da droga à anomia cerebral dos alunos.
Na minha ingenuidade, pensei que, na História, havia domínios - sendo um deles a emancipação feminina - em que tinham verificado progressos. Algumas raparigas ainda parecem pensar que a sua única função no Universo consiste em desempenhar os papéis de esposas devotadas, seres paranoicamente ocupados com a limpeza do pó e mães tão excelsas quanto a Virgem Maria.
De certa forma, o destino das raparigas na casa dos trinta ou quarenta anos corre o risco de ser pior do que o meu.
Quando casei, o que de mim se esperava, além da procriação continuada, era que passasse o dia a arrumar a casa, a cozinhar pratos requintados e a vigiar a despensa.Hoje, a estas tarefas vieram juntar-se outras.
As mulheres modernas são também supostas ser boas na cama, profissionais competentes e estrelas nos salões. Mas isto é uma utopia. Nem a mais super das supermulheres pode levar as crianças à escola, atender os clientes no escritório, ir à hora do almoço ao cabeleireiro, voltar ao escritório onde a espera sempre um problema urgente, fazer compras num destes modernos supermercados decorados a néon, ler umas páginas de Kant antes de mudar as fraldas do pimpolho, dar um retoque na maquilhagem, telefonar a três "babysitters" antes de arranjar uma, ir ao restaurante jantar com os amigos do marido, discutir a última crise governamental e satisfazer as fantasias sexuais democraticamente difundidas pelos canais de televisão.Estou a falar, note-se, de mulheres socialmente privilegiadas.A vida das pobres é um inferno sem as consolações de que as suas irmãs de sexo, apesar de tudo, usufruem.
É por isso que a luta tem de continuar. Não sei se sou "feminista", nem me interessa debater a questão terminológica. Sei que sou contra todas as injustiças e, entre elas, contra a ideologia que nos quer manter encerradas numa Casa de Bonecas.
Ao longo dos anos, tenho ouvido de tudo, incluindo mulheres que dizem estar contra a emancipação feminina. Pensei então que não valia a pena perder tempo com tontas. Mais madura, considero hoje que o melhor é retirar-lhes o direito ao voto, o direito ao divórcio e a protecção legal contra a violência doméstica. Se gostam de ser escravas, que o sejam. Acabou-se o tempo das contemporizações. Quem luta, têm direitos; quem se resigna, fica de fora.
Por Maria Filomena Mónica, Historiadora

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

A Mulher na Arte

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

"O Belo e o Bom" .. Conceitos distintos?

«Belo» -- Juntamente com «gracioso», «bonito», ou até «sublime» -- é um adjectivo que usamos frequentemente para indicar alguma coisa que nos agrada. Parece-nos então que o que é belo é igual a bom e, de facto, em diversas épocas históricas, estabeleceu-se uma ligação estreita entre o Belo e o Bom.
Mas, se julgarmos tendo por base a nossa experiência diária, tenderemos a definir como bom aquilo que gostariamos de possuir, tudo aquilo que nos desperta a atenção, a vontade, o desejo e o prazer.
Porém, se reflectirmos bem sobre o conceito de Beleza compreenderemos que se trata de ter a oportunidade de gozarmos alguma coisa por aquilo que é, independentemente do facto de a possuirmos, não concordam?

«Paradoxal em todas as suas acepções, o Belo é aquilo que mais depressa se apreende quando se encontra e que mais dificilmente se explica, quando se tenta; altamente subjectivo, de acordo com padrões históricos, artísticos, estéticos ou individuais, parece, em simultâneo, de uma objectividade precisa quando reúne grande parte da humanidade em seu redor.»
Autor: Lancastre , Margarida
Fonte Xis (Público)

«A beleza poderá ser o que não tem a ver com a aparência, mas, sim, o que numa pessoa vem sinalizar a sua capacidade de se deixar olhar e mergulhar em transparência.»
Autor: Prado Coelho , Eduardo
Fonte Público

«O belo bem que poderia ser uma outra forma de dizer o inatingível. O belo, como todos os conceitos difíceis que usamos levemente, está para lá do que se vê.»
Autor: Leal , Isabel
Fonte Notícias Magazine (DN)

Post publicado por Filipa Valente

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Por detrás das Aparências

Decidi hoje dar continuação ao tema da luta pela beleza real, e por isso trouxe um dos exemplos que sempre mais me tocou: o filme da Disney, A bela e o Monstro.

A história passa-se numa pequena aldeia francesa, onde vive a inteligente e bonita Bela. Um dia, o seu pai é feito prisioneiro por uma fera muito feia e assustadora e para salvá-lo, ela oferece-se para assumir o seu lugar. Com o passar do tempo, Bela descobre que por detrás da figura monstruosa daquela fera existe um bom coração. O monstro tinha afinal uma personalidade encantadora e só se tornou rude e agressivo para se defender da população que o queria matar pela sua figura horrorosa. Sensata e delicada como é, Bela consegue ver além do seu aspecto físico e acaba por se apaixonar por ele. No final do filme, o Monstro transforma-se em humano e os dois vivem felizes para sempre.

Não há outra alusão à beleza real como há neste filme. É isto que devíamos tentar fazer, ver além daquilo que é aparente para conseguir viver felizes para sempre...

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Ser Mulher - Gilka Machado


Ser mulher, vir à luz trazendo a alma talhada
para os gozos da vida, a liberdade e o amor,
tentar da glória a etérea e altívola escalada,
na eterna aspiração de um sonho superior...

Ser mulher, desejar outra alma pura e alada
para poder, com ela, o infinito transpor,
sentir a vida triste, insípida, isolada,
buscar um companheiro e encontrar um Senhor...

Ser mulher, calcular todo o infinito curto
para a larga expansão do desejado surto,
no ascenso espiritual aos perfeitos ideais...

Ser mulher, e oh! atroz, tantálica tristeza!
ficar na vida qual uma águia inerte, presa
nos pesados grilhões dos preceitos sociais!

Gilka Machado

terça-feira, 9 de outubro de 2007

O namoro dos anos 20

No primeiro baile, em finais do século, a donzela tem dezassete anos e apresenta-se à sociedade pela primeira vez. Encontra-se vestida de branco, usa como jóia um colar de pérolas. As luvas, longas, condizem em branco. O que interessa é arranjar um pretendente à altura, do ponto de vista social e económico, que despose a jovem iniciada.
Na sala de baile o cavalheiro que pretendesse dançar dirigia-se à dama escolhida e pedia-lhe "a fineza" de dançar com ele. Dançar era um cerimonial importante e assentava sob rígidos padrões de comportamento. Os homens deveriam ser secos, segundo os manuais de etiqueta, e convidavam com frases estandartizadas que podiam soar assim: «V. Ex.ª dá-me o prazer de ser meu par para esta valsa?» Despedindo-se desta forma: «Às ordens de V. Ex.ª».
A Igreja Católica não via com bons olhos os bailes em geral. Como tal, seria preciso o máximo dos "cuidados". As senhoras deveriam notar se o cavalheiro não apertava demasiadamente a cintura ou estreitava com algum ardor o corpo do par. Mas outras precauções eram tomadas: uma senhora nunca olhava de frente o seu par. Deveria deixar guiar-se pelo homem e nunca acelerar o passo.
A mutação de costumes encontra-se ligada à situação de guerra entre 1914 e 1918. A moda transfigura-se. Os modelos adquirem uma outra leveza e maleabilidade. Dançava-se o charleston, o tango, o schimmy, o fox-trot, o black-bottan, o jazz, o one-step, o java. Também o camel walk, o Houti, e o Pointée. Os movimentos tornavam-se mais ajustados ao corpo, os cabelos encurtavam-se, longos colares pendiam provocantes em pescoços esguios; as silhuetas emagrecidas libertas de espartilhos e de corpetes.
A Igreja, essa, não se compadecia destes gostos. Condenava, mesmo nos anos vinte, as novas modas dançantes onde a aproximação entre os sexos se tornava mais fácil em «movimentos cadenciados altamente luxuriosos, gestos lubricamente acariciantes».
Para além de amores e desamores, ilusões ou enganos, o namoro existia enquanto estratégia de sedução. O namorado de 1920, é uma espécie de janota enforcado em colarinhos. Leu alguns livros proibidos, um pouco de Júlio Verne, recita poesia, é sócio de uma academia familiar, vai com frequência às touradas de Algés e flirta abundantemente as coristas do teatro de revista. A mulher tornada inacessível pelas normas sociais representa no imaginário romântico uma irrealidade enquanto anjo, fada do lar, deusa ou sol da existência.
O namoro correspondia a uma fase preliminar cuja sequência última finalizava no matrimónio, procurando-se, quantas vezes, através deste meio, ascender social e economicamente.
E queixamo-nos nós da rigidez da sociedade actual...

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Uma Civilização Superior (ou nem por isso...)

A Civilização Grega é tida como a mais gloriosa de todas as civilizações antigas. No entanto, durante o decorrer desta Civilização, a mulher era menosprezada moral e socialmente, e não tinha quaisquer direitos legais. Os Gregos olhavam para a mulher como uma criatura sub-humana, cuja posição na sociedade era, em todos os sentidos, inferior à do homem, para o qual estava reservada a honra, bem como um lugar de superioridade. A prostituição estava fortemente implantada na sociedade Grega, e as relações com mulheres adúlteras não eram consideradas pecaminosas. Como consequência, modificou-se o modo de olhar a mulher, e as adúlteras obtiveram uma tal proeminência, de que não existe paralelo na História. As casas de prostitutas tornaram-se o centro das atenções de todas as classes da sociedade, atraindo os seus filósofos, poetas, historiadores e pensadores. O homem comum considerava o matrimónio como algo desnecessário, sendo a liberdade sexual tida como perfeitamente lícita e correcta. De tal forma assim era, que, estes males tomaram-se numa parte da sua religião: foi deste modo que o culto à Afrodite, a deusa do amor e da beleza, se propagou por toda a Grécia. De acordo com a sua mitologia, esta deusa, que era esposa de um deus, desenvolveu relações ilícitas com três outros deuses, bem como com um mortal. Como resultado desta última relação ilícita nasceu um deus bastardo, Cupido, o deus do amor! As prostitutas eram consideradas como jovens dedicadas a templos, e o adultério foi elevado ao estatuto de piedade e revestido de toda a santidade religiosa. A posição da mulher na Civilização Grega pode ser resumida nas palavras de Sócrates, o grande pensador e filósofo grego: ''A Mulher é a grande fonte do caos e da ruptura no mundo. Ela é como a árvore de "dafali", cujo aspecto externo é extremamente belo mas, se os pássaros a comerem, morrerão com toda a certeza. "

Depois veio a Civilização Romana. Aí o homem possuía todo o poder e autoridade sobre a sua família, incluindo o direito de tirar a vida à sua própria mulher. Um esposo romano podia facilmente afastar a sua mulher por mero capricho. Entre os romanos a mulher não possuía personalidade legal. Ela nunca podia aparecer no tribunal como queixosa. Era vista como uma menor, demente, como uma pessoa incapaz de fazer ou de agir de acordo com a sua preferência. A sua propriedade passava para as mãos do seu marido pelo casamento. Ela não podia obter ou deter qualquer tipo de propriedade. Não podia ser testemunha, não podia comprar ou vender, nem fazer parte de qualquer contrato. Com o avanço da civilização, o conceito humano com respeito à posição da mulher sofreu uma profunda alteração. As regras que determinavam o casamento sofreram, gradualmente, uma completa "metamorfose" que as condições mudaram para pior. O divórcio foi facilitado, e o matrimónio era efectuado com bases que eram pouco sólidas. Naqueles dias, as mulheres tinham por hábito casarem-se diversas vezes; S. Jerónimo menciona uma mulher maravilhosa, cujo último marido tinha sido o seu 23º, tendo sido, ela própria, a 21º mulher do seu marido. Homens e mulheres tomavam banho juntos nos banhos públicos. Quando os Romanos ficaram de tal maneira absorvidos por paixões animalescas, a sua glória desapareceu por completo, sem sequer deixar rasto atrás de si.

Como se vê, estas Civilizações tinham-se como superiores mas afinal era graças à escravatura e humilhação dos mais fracos. No entanto, mais cedo ou mais tarde acabaram por cair…vai-se lá saber porquê…

domingo, 7 de outubro de 2007

Campanha Por Beleza Real

A Campanha Por Beleza Real promovida pela Dove não é novidade para ninguém, mas o novo vídeo mostrou uma recente preocupação.

A campanha teve a colaboração do célebre fotógrafo Ian Rankin e apresentou um grupo de mulheres reais com alguns quilinhos a mais exaltando os seus corpos, que nem sempre estão presentes nas fotos dos anúncios publicitários. Estas mulheres foram recrutadas nas ruas e escolhidas a dedo pela sua auto-confiança e brilho e posaram apenas nas próprias roupas íntimas, sem maquilhagens ou qualquer tipo de retoque especial.
Este vídeo tem como propóstio fazer com que as mulheres tomem consciência de que a beleza 'utópica' não existe, existe antes maquilhagem perfeita e programas de Photoshop super evoluídos. A ideia era que as mulheres deixassem de ser tão exigentes consigo próprias e entendessem que são bonitas cada uma à sua maneira. Convencidas? Talvez não...

Por outro lado, é engraçado, uma empresa que sobrevive à custa da vaidade promover uma campanha assim...O que é certo é que parece que nós, mulheres, adorámos a ideia e eu até fiquei fã da Dove.

sábado, 6 de outubro de 2007

Anorexia nervosa: o testemunho de Isabelle Caro

Uma campanha publicitária de moda chegou segunda-feira às ruas italianas, num gesto de sensibilização para a anorexia.

A modelo Isabelle Caro, francesa, pesa apenas 31 quilos e é o novo rosto da campanha da marca Nolita. As suas fotografias mostram a jovem completamente nua, de costas ou de frente, e com as palavras "No Anorexia". Isabelle Caro decidiu posar nua "para que as pessoas saibam e vejam o que é realmente a anorexia. Escondi-me durante muito tempo. Agora quero mostrar-me sem medo, ainda que o meu corpo cause repugnância. Os sofrimentos físicos e psicológicos que padeci podem servir de ajuda a quem caiu na situação da qual estou a tentar sair", afirma a jovem.

A presidente da Associação para o Estudo e Investigação sobre a Anorexia, considerou "um exagero" mostrar o corpo da jovem "de uma maneira tão crua", acrescentando que as fotografias podem provocar em muitas raparigas doentes "uma espécie de inveja" em relação à magreza de Isabelle. Por sua vez, o presidente da Associação Italiana de Problemas da Alimentação e do Peso, Riccardo Dalle Grave, sustentou que as imagens tornam "banal um problema sério". Já Luísa Bertoncello, administradora-delegada da marca Nolita, confessou que ficou emocionada quando viu as imagens pela primeira vez, devido à sua "verdade", e entendeu que "era justo usar a publicidade como meio de sensibilização para os males da sociedade". A campanha publicitária, que coincide com a Milan Fashion Week, é apoiada pelo Ministério da Saúde italiano.

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Conceito de Beleza: mas qual conceito?!

O conceito de beleza não é algo fixo, imutável. Pelo contrário, a definição do que se considera belo varia através dos tempos. Diversos são os factores que contribuem para esse fenómeno: a influência das estrelas de cinema, a moda, a revolução dos valores e costumes da sociedade, o surgimento do feminismo etc.

As duas grandes guerras que a humanidade enfrentou alteraram, cada uma à sua medida, o padrão de beleza vigente. Logo no início do século XX, a Primeira Guerra Mundial (1914-1918) gerou a sensação de que era necessário "viver o presente", influenciando o comportamento da Mulher. Ela deixou o recolhimento de parte para assumir o look "mulher fatal", inspirada principalmente na actriz americana Theda Bara, que abusava da maquilhagem e da sensualidade. Já no final da década de 30, o máximo de beleza que uma mulher podia ambicionar eram pernas longas e bem delineadas como as de Marlene Dietrich. O grande responsável por essa obsessão feminina foi o surgimento das meias finas de nylon, que logo se tornaram mania entre as consumidoras.

Entre as décadas de 40 e 50, uma nova mudança estava à vista: o corpo cheio de curvas das pin ups - modelos que posavam para calendários - tornou-se moda, principalmente pelo sucesso de Marilyn Monroe. As formas roliças e generosas que essas jovens exibiam, quase sempre dentro de trajes diminutos, resultaram da Segunda Guerra Mundial (1940-1945): depois dos tempos difíceis, a abundância e a fartura eram o desejo da população, e isso estendeu-se também ao corpo das mulheres.

Os anos 60 também trouxeram novidades, que logo se estenderam à moda. O crescimento do movimento feminista, que culminou com a queima de sutiãs em praça pública, contribuiu para o sucesso das magrinhas "tipo tábua", como a famosa modelo inglesa Twiggy. Essa tendência foi se intensificando nos anos seguintes, e culminou na década de 80, quando o culto à magreza atingiu seu auge. A mania das aulas de aeróbica e o surgimento da lipoaspiração, em 1982, contribuíram para a moda dos corpos magros. Mas foi no início da década de 90 que o mundo das passarelas e dos desfiles de moda se popularizou com força total, devido principalmente à glamourização da vida das top models pelos média. Com isso, as mulheres passaram a inspirar-se nas modelos milionárias como ideal de beleza. E havia lugar para tudo: desde as curvas de Cindy Crawford até o visual anoréxico de Kate Moss. Essa década trouxe ainda outra novidade: as próteses de silicone para os seios, antes consideradas cancerígenas, foram absolvidas após inúmeras pesquisas, e caíram moda.

Como podemos perceber, através dos séculos as mulheres sempre tiveram um ideal de beleza para se inspirar. É natural encarar uma dieta, ginásio ou mesmo cirurgia plástica para ficar mais próxima desse ideal. Porém, isso pode ser perigoso se não houver bom senso, pois cada mulher possui uma estrutura corporal diferente e não adianta querer mudar isso.

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

Bem-vindos ao nosso Blog!

Mortificadas pela vontade de neste ano escolar darmos tudo por tudo na disciplina de área de projecto, hoje inauguramos oficialmente este cantinho.

Esta disciplina surge novamente no 12º ano, depois de os alunos do secundário se terem sentido gratos por se livrarem no 10º e 11º anos do fardo que a mesma constitui. Honestamente, foi com choque e uma certa revolta que nós mesmas a vimos regressar aos nossos horários…

Mas antes de mais, falemos um pouquinho acerca de nós mesmas. O nosso grupo é constituído por três elementos: Cátia, Filipa e Isabel. Na verdade, não foi fácil conseguirmos a vantagem de constituir um grupo com tão poucos elementos, mas persuasão é qualidade que não nos falta. Outra qualidade que temos é a dedicação e sentido de trabalho, e por isso arregaçámos as mangas e comprometemo-nos a aceitar área de projecto de punho erguido! É isso mesmo, cá vamos nós à peleja dar o nosso melhor e lutar para que realmente este projecto valha a pena!

E como assim é, elegemos um tema também ele tão forte quanto a nossa convicção de trabalho. Determinámos que o nosso projecto vai incidir todo ele na Mulher, incluindo a evolução do seu conceito de beleza, do seu status na sociedade, etc. Já planeámos mil e uma coisas que queremos fazer e estamos a fervilhar por dentro de ideias! Não podemos é revelar tudo aqui ou a piada perdia-se. Costuma-se dizer que o melhor fica para o fim…
Mas aqui vai ser possível observar-se de perto a evolução do nosso trabalho ao longo de todos os meses que aí virão. Desejamos postar aqui as nossas reuniões, deliberações, conclusões e tudo mais o resto! Fica connosco!