quarta-feira, 31 de outubro de 2007

As Mulheres e o Halloween

Somos mesmos boas! Até a festa do Hallowenn tem a marca feminina, vejam so. Na verdade, originalmente, o halloween não tinha nada a ver com bruxas. Era um festival do calendário celta Irlandês, o festival de fim de verão, que celebrava o início do ano novo, entre 30 de Outubro e 2 de Novembro. Mais tarde, a Igreja Católica tentou eliminar esta festa pagã, chamada Samhain, instituindo restrições na véspera do Dia de Todos os Santos.
A relação da comemoração desta data com as bruxas propriamente ditas começou na Idade Média no seguimento das perseguições incitadas por líderes políticos e religiosos. Eram feitos julgamentos pela Inquisição, com o intuito de condenar mulheres que fossem consideradas curandeiras e/ou pagãs. Todas as que fossem alvo de tal suspeita eram designadas por bruxas, com elevado sentido negativo e depreciativo, devendo ser julgadas pelo tribunal do Santo Ofício e, na maioria das vezes, queimadas na fogueira nos autos-de-fé. Este ano, a agência de notícias «Associated Press» e o Instituto Ipsos nos Estados Unidos da América decidiram fazer uma pesquisa de opinião, entre 16 e 18 de Outubro, e perguntaram aos norte-americanos que candidato presidencial de 2008 seria a fantasia de Halloween mais assustadora. Os números não deixam margem para dúvidas, Hillary Clinton aparece no topo da lista, eleita por 37 por cento dos inquiridos. Embora esta notícia traga popularidade para Hillary Clinton, não sei se me sentiria muito feliz no lugar dela. Afinal de contas, ela foi eleita a maior BRUXA de todas...

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Eva Péron VS. Cristina Kirchner

Evita Perón nasceu em 1919 em Buenos Aires e morreu em 1952. Foi líder política na Argentina, tornando-se primeira-dama quando o general Juan Péron foi eleito presidente. Famosa pela sua elegância e carisma, Evita conquista o apoio da população pobre, na maioria emigrante de origem rural a quem ela chamava de "descamisados". Por força da sua personalidade decidida e por ser uma defensora incansável dos pobres, Eva muitas vezes foi confundida como sendo militante de esquerda, embora ela rejeitasse totalmente esse título. Para os pobres que ela defendia, Evita nunca foi uma líder ideológica, ela era muito mais do que isso. Era uma benfeitora, uma líder espiritual da nação argentina, quase uma santa. Eva Perón foi, na verdade, a inspiração do povo pobre e trabalhador da Argentina.
Por isso, na passada quinta-feira, no centro de Buenos Aires, milhares de argentinos juntaram-se para homenagear Evita Perón no aniversário da sua morte, ocasião aproveitada pelo Presidente Nestor Kirchner para impulsionar a candidatura da sua mulher, Cristina Kirchner.
Acompanhada pelo marido e por vários ministros, Cristina esteve presente e evocou o exemplo de Evita Perón para a comparar a si própria.

Cristina tornou-se esta madrugada a primeira presidente da Argentina. Sucederá o marido, como chefe de Estado, e prometeu tentar manter o forte crescimento económico do país. Entre os desafios do novo governo, que assumirá o poder a 10 de Dezembro, está o de manter o difícil equilíbrio entre a aliança estratégica com a Venezuela de Hugo Chávez e uma melhoria na relação com os Estados Unidos.

domingo, 28 de outubro de 2007

Why Don't You Do Right?


Já que estamos numa de Sex Symbols da História, aqui está mais uma, Miss Jessica Rabbit.
Jessica é uma personagem fictícia criada por Gary Wolf no seu romance, que mais tarde foi adaptada ao cinema no filme “Who framed Roger Rabbit?”, e cujo modelo de criação foi a actriz Veronika Lake. O seu longo e sexy vestido vermelho, que deixa as suas também longas e sensuais pernas destapadas lateralmente é a sua marca de referência. E falar de Jessica Rabbit sem mencionar as suas compridas luvas azuis até ao ombro e o seu espampanante cabelo ruivo seria crime...Jessica é linda! Aliás, não é só linda como culta, inteligente, astuta, sensual. É uma autentica Sexbomb! Para além de ser uma figura caricata do cinema por misturar o "desenho animado" que é com toda a sensualidade que emana, Jessica representa o que de mais atraente e sensual pode haver numa mulher!


P.S.: De tão sexy que é, Jessica deixa a nossa anterior nomeada, Betty Boop, a desejar sê-la!




sexta-feira, 26 de outubro de 2007

Marilyn Monroe, a maior sex symbol de todos os tempos

Nascida Norma Jean Mortenson em 1926 e apesar da sua beleza deslumbrante, as suas curvas e lábios carnudos, Marilyn era mais do que um símbolo sexual na década de 50. A sua aparente vulnerabilidade e inocência, juntamente com a sua inata sensualidade, tornaram-na querida no mundo inteiro.
Em 1944, o fotógrafo Davis Conover utilizou-a para a sua sessão de fotos e começou a enviar-lhe propostas de trabalho como modelo. Até 1946 foi capa de várias revistas e assinou o seu primeiro contrato com a Twentieth Century Fox. Ganhando $125 por semana, Norma pintou o cabelo de loiro e mudou o nome para Marilyn Monroe.
Em 1955, Marilyn estava pronta para abandonar a imagem de furacão loiro. Isso tinha-lhe proporcionado o estrelato, mas agora que tinha várias oportunidades e experiência, Marilyn queria seguir com seriedade a carreira de actriz. Em 1956, abriu a sua própria produtora, "Marilyn Monroe Produtores". Foi reconhecida pelo seu trabalho e ganhou um globo de ouro como "Melhor actriz Comediante".Nos globos de ouro de 1962, Marilyn foi nomeada como personalidade feminina favorita de todo cinema mundial, provando mais uma vez que era totalmente adorada.
Na manhã do dia 5 de Agosto de 1962, aos 36 anos, Marilyn faleceu enquanto dormia (supostamente).
Ela foi mais do que uma estrela de cinema e rainha do glamour: foi um verdadeiro furacão e a sua popularidade foi muito além de qualquer ícone. Hoje o nome “Marilyn Monroe” é sinónimo de beleza, sensualidade e classe. Ela continua a ser considerada uma inspiração para todos aqueles que lutam pelos seus ideais e superam todos os obstáculos.

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Boop Oop a Doop!

Quem já não se lembra da Betty Boop? Se há alguma mulher que já não se lembre, estamos mal! Foi criada nos anos 30 e representa a procura da liberdade e da modernidade da mulher naquela época.

Esta sexy personagem apareceu pela primeira vez num desenho animado em 1930, chamado Dizzy Dishes, como a primeira pin-up de animação. A princípio, ela foi criada para ser a namorada de Bimbo, o seu cão e por isso tinha aparência canina. Mais tarde transformaram as suas orelhas de cão em grandes brincos com formato de argolas e o nariz foi desenhado como humano. A sua primeira aparição totalmente humana foi no desenho Any Rags, de 1932. O desenhista inspirou-se para criar Betty, em Helen Kane, conhecida como "Boop Oop a Doop Girl", e cuja canção acabou por ficar como sua marca de referência. A sensualidade da personagem tem influência não apenas na canção de Helen Kane, mas no estereótipo das divas da década de 30.
Em alguns episódios, Betty passa por situações delicadas, como perder o top e aparecer apenas de sutiã ou perder até todo o vestido. Porém, a intenção dos produtores nunca foi a pornografia. A intenção era apenas retratar a sensualidade das mulheres daquele tempo. Uma verdadeira pin-up, Betty fazia comédia, dançava, cantava e encantava sua plateia. A sua última aparição oficial foi no filme Uma Cilada para Roger Rabbit (Who Framed Roger Rabbit?), em 1988. Betty, deixas saudade!

terça-feira, 23 de outubro de 2007

O lugar da Mulher na Igreja (ou a falta dele)

Apesar de secundário, a mulher sempre teve um papel importante na Igreja. Reza a história que foi ela a formar o primeiro grupo que deu origem à Igreja actual, pois antes do tempo da institucionalização da Igreja houve o tempo das matriarcas cristãs, como Maria Madalena. Esta é uma das personagens mais misteriosas da Bíblia e aquela cujo papel não está bem definido. Sabe-se que ocupou um lugar de grande proximidade a Jesus, foi sua discípula e amou-O acima de tudo, e embora a sua imagem seja a de uma mulher pecadora, esta foi manipulada pela Igreja, havendo provas de que ela teria sido amante e companheira de Cristo. Acontece que, ao longo dos séculos, a Igreja tentou eliminar todo o vestígio que provasse que as mulheres haviam tido um papel importante na Igreja.

Gostava de ver se, durante um mês, as mulheres não fossem à Igreja! Era interessante assistir a uma missa na minha territa se as beatas do costume não lá estivessem… é que não estaria lá mais ninguém. Esta era a única forma de mostrarmos a nossa importância e a Igreja, por seu turno, via-se ‘obrigada’ a alterar a sua posição.

Para além de Maria Madalena, há outras personagens históricas que marcam a posição da mulher na Igreja, como Joana D’Arc, que se disfarçou de homem e adoptou o nome de Johannes Angelicus. Em virtude da sua inteligência, foi eleita Papa – a primeira e única da História. Pouco depois, engravidou e, durante uma procissão, deu à luz. Foi amarrada a um cavalo, arrastada para fora de Roma e apedrejada até à morte.

Hoje em dia, na sociedade Ocidental, já ninguém é apedrejado até à morte, o que pode servir de incentivo se alguém estiver a pensar em arquitectar algum plano! Eu, sinceramente, não tenho interesse pessoal por assuntos relacionados com a Religião e fico-me pela escrita deste comentário. Dou, no entanto, o meu apoio a qualquer forma de reivindicação.

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Mais uma aula, mais um plano

Hoje tivémos mais uma aula de AP e chegámos a novas conclusões. Para além de mantermos aquilo que tínhamos estipulado no início do projecto vamos incluir mais capítulos no dossier final. Acho que vou dizer às meninas que não quero mais juntar-me com elas porque sempre que nos juntamos ficamos entusiasmadas e acabamos por planear fazer coisas a mais!

Para além disso, começámos já a divulgar mais o blog e por isso esperamos ver mais coments e votos. Falta pouco para acabar a votação gente, é a votar!

P.S.: aceitam-se sugestões para posts a enviar para projecto_ser_mulher@hotmail.com .Danke schoen!!

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Como conquistar uma mulher de verdade!

Homens, observem e aprendam como uma se faz uma serenata a sério!




Que loucura minha gentxi!!

As mulheres portuguesas são parvas

A quase totalidade dos portugueses (93 por cento) considera que, num casal, tanto o homem quanto a mulher devem trabalhar fora de casa, mas um número impressionante (78 por cento) diz que uma criança pequena sofre quando a mãe trabalha.
Cerca de metade da população afirma que as mães se deveriam abster de trabalhar quando têm filhos com menos de seis anos.
Ora, devido aos salários reduzidos da maioria dos trabalhadores masculinos, Portugal possui a mais alta taxa de emprego feminino da Europa, uma situação que só pode conduzir a que as portuguesas vivam em estado permanente de culpabilidade.
Mas há mais. Os portugueses excedem-se verbalmente no seu amor pelas crianças: para 62 por cento, os indivíduos que não têm filhos levam uma "vida vazia".
Ora, são estes senhores, que tanto dizem amar os filhos, que se não dão ao trabalho de lhes mudar as fraldas, de os levar ao médico ou de os alimentar. As mulheres portuguesas gastam três vezes mais horas do que os homens na lida doméstica.
As portuguesas continuam a ser exploradas, como se nada se tivesse passado desde o momento, na década de 1960, em que a minha geração ergueu a bandeira da emancipação feminina.
Sei, por experiência própria, que é mais fácil fazer greve às tarefas domésticas do que ao tratamento dos filhos. Apesar das minhas resistências iniciais, acabei por admitir que existe um laço afectivo diferente entre a mulher, que teve de carregar um feto na barriga durante nove meses, e o homem que se limitou a depositar nos ovários um montinho de espermatozóides.Mas isto não explica a exploração a que as minhas compatriotas são sujeitas, não só pelos maridos, como por uma sociedade que continua a atribuir-lhe todos os males contemporâneos, do consumo juvenil da droga à anomia cerebral dos alunos.
Na minha ingenuidade, pensei que, na História, havia domínios - sendo um deles a emancipação feminina - em que tinham verificado progressos. Algumas raparigas ainda parecem pensar que a sua única função no Universo consiste em desempenhar os papéis de esposas devotadas, seres paranoicamente ocupados com a limpeza do pó e mães tão excelsas quanto a Virgem Maria.
De certa forma, o destino das raparigas na casa dos trinta ou quarenta anos corre o risco de ser pior do que o meu.
Quando casei, o que de mim se esperava, além da procriação continuada, era que passasse o dia a arrumar a casa, a cozinhar pratos requintados e a vigiar a despensa.Hoje, a estas tarefas vieram juntar-se outras.
As mulheres modernas são também supostas ser boas na cama, profissionais competentes e estrelas nos salões. Mas isto é uma utopia. Nem a mais super das supermulheres pode levar as crianças à escola, atender os clientes no escritório, ir à hora do almoço ao cabeleireiro, voltar ao escritório onde a espera sempre um problema urgente, fazer compras num destes modernos supermercados decorados a néon, ler umas páginas de Kant antes de mudar as fraldas do pimpolho, dar um retoque na maquilhagem, telefonar a três "babysitters" antes de arranjar uma, ir ao restaurante jantar com os amigos do marido, discutir a última crise governamental e satisfazer as fantasias sexuais democraticamente difundidas pelos canais de televisão.Estou a falar, note-se, de mulheres socialmente privilegiadas.A vida das pobres é um inferno sem as consolações de que as suas irmãs de sexo, apesar de tudo, usufruem.
É por isso que a luta tem de continuar. Não sei se sou "feminista", nem me interessa debater a questão terminológica. Sei que sou contra todas as injustiças e, entre elas, contra a ideologia que nos quer manter encerradas numa Casa de Bonecas.
Ao longo dos anos, tenho ouvido de tudo, incluindo mulheres que dizem estar contra a emancipação feminina. Pensei então que não valia a pena perder tempo com tontas. Mais madura, considero hoje que o melhor é retirar-lhes o direito ao voto, o direito ao divórcio e a protecção legal contra a violência doméstica. Se gostam de ser escravas, que o sejam. Acabou-se o tempo das contemporizações. Quem luta, têm direitos; quem se resigna, fica de fora.
Por Maria Filomena Mónica, Historiadora

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

A Mulher na Arte

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

"O Belo e o Bom" .. Conceitos distintos?

«Belo» -- Juntamente com «gracioso», «bonito», ou até «sublime» -- é um adjectivo que usamos frequentemente para indicar alguma coisa que nos agrada. Parece-nos então que o que é belo é igual a bom e, de facto, em diversas épocas históricas, estabeleceu-se uma ligação estreita entre o Belo e o Bom.
Mas, se julgarmos tendo por base a nossa experiência diária, tenderemos a definir como bom aquilo que gostariamos de possuir, tudo aquilo que nos desperta a atenção, a vontade, o desejo e o prazer.
Porém, se reflectirmos bem sobre o conceito de Beleza compreenderemos que se trata de ter a oportunidade de gozarmos alguma coisa por aquilo que é, independentemente do facto de a possuirmos, não concordam?

«Paradoxal em todas as suas acepções, o Belo é aquilo que mais depressa se apreende quando se encontra e que mais dificilmente se explica, quando se tenta; altamente subjectivo, de acordo com padrões históricos, artísticos, estéticos ou individuais, parece, em simultâneo, de uma objectividade precisa quando reúne grande parte da humanidade em seu redor.»
Autor: Lancastre , Margarida
Fonte Xis (Público)

«A beleza poderá ser o que não tem a ver com a aparência, mas, sim, o que numa pessoa vem sinalizar a sua capacidade de se deixar olhar e mergulhar em transparência.»
Autor: Prado Coelho , Eduardo
Fonte Público

«O belo bem que poderia ser uma outra forma de dizer o inatingível. O belo, como todos os conceitos difíceis que usamos levemente, está para lá do que se vê.»
Autor: Leal , Isabel
Fonte Notícias Magazine (DN)

Post publicado por Filipa Valente

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Por detrás das Aparências

Decidi hoje dar continuação ao tema da luta pela beleza real, e por isso trouxe um dos exemplos que sempre mais me tocou: o filme da Disney, A bela e o Monstro.

A história passa-se numa pequena aldeia francesa, onde vive a inteligente e bonita Bela. Um dia, o seu pai é feito prisioneiro por uma fera muito feia e assustadora e para salvá-lo, ela oferece-se para assumir o seu lugar. Com o passar do tempo, Bela descobre que por detrás da figura monstruosa daquela fera existe um bom coração. O monstro tinha afinal uma personalidade encantadora e só se tornou rude e agressivo para se defender da população que o queria matar pela sua figura horrorosa. Sensata e delicada como é, Bela consegue ver além do seu aspecto físico e acaba por se apaixonar por ele. No final do filme, o Monstro transforma-se em humano e os dois vivem felizes para sempre.

Não há outra alusão à beleza real como há neste filme. É isto que devíamos tentar fazer, ver além daquilo que é aparente para conseguir viver felizes para sempre...

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Ser Mulher - Gilka Machado


Ser mulher, vir à luz trazendo a alma talhada
para os gozos da vida, a liberdade e o amor,
tentar da glória a etérea e altívola escalada,
na eterna aspiração de um sonho superior...

Ser mulher, desejar outra alma pura e alada
para poder, com ela, o infinito transpor,
sentir a vida triste, insípida, isolada,
buscar um companheiro e encontrar um Senhor...

Ser mulher, calcular todo o infinito curto
para a larga expansão do desejado surto,
no ascenso espiritual aos perfeitos ideais...

Ser mulher, e oh! atroz, tantálica tristeza!
ficar na vida qual uma águia inerte, presa
nos pesados grilhões dos preceitos sociais!

Gilka Machado

terça-feira, 9 de outubro de 2007

O namoro dos anos 20

No primeiro baile, em finais do século, a donzela tem dezassete anos e apresenta-se à sociedade pela primeira vez. Encontra-se vestida de branco, usa como jóia um colar de pérolas. As luvas, longas, condizem em branco. O que interessa é arranjar um pretendente à altura, do ponto de vista social e económico, que despose a jovem iniciada.
Na sala de baile o cavalheiro que pretendesse dançar dirigia-se à dama escolhida e pedia-lhe "a fineza" de dançar com ele. Dançar era um cerimonial importante e assentava sob rígidos padrões de comportamento. Os homens deveriam ser secos, segundo os manuais de etiqueta, e convidavam com frases estandartizadas que podiam soar assim: «V. Ex.ª dá-me o prazer de ser meu par para esta valsa?» Despedindo-se desta forma: «Às ordens de V. Ex.ª».
A Igreja Católica não via com bons olhos os bailes em geral. Como tal, seria preciso o máximo dos "cuidados". As senhoras deveriam notar se o cavalheiro não apertava demasiadamente a cintura ou estreitava com algum ardor o corpo do par. Mas outras precauções eram tomadas: uma senhora nunca olhava de frente o seu par. Deveria deixar guiar-se pelo homem e nunca acelerar o passo.
A mutação de costumes encontra-se ligada à situação de guerra entre 1914 e 1918. A moda transfigura-se. Os modelos adquirem uma outra leveza e maleabilidade. Dançava-se o charleston, o tango, o schimmy, o fox-trot, o black-bottan, o jazz, o one-step, o java. Também o camel walk, o Houti, e o Pointée. Os movimentos tornavam-se mais ajustados ao corpo, os cabelos encurtavam-se, longos colares pendiam provocantes em pescoços esguios; as silhuetas emagrecidas libertas de espartilhos e de corpetes.
A Igreja, essa, não se compadecia destes gostos. Condenava, mesmo nos anos vinte, as novas modas dançantes onde a aproximação entre os sexos se tornava mais fácil em «movimentos cadenciados altamente luxuriosos, gestos lubricamente acariciantes».
Para além de amores e desamores, ilusões ou enganos, o namoro existia enquanto estratégia de sedução. O namorado de 1920, é uma espécie de janota enforcado em colarinhos. Leu alguns livros proibidos, um pouco de Júlio Verne, recita poesia, é sócio de uma academia familiar, vai com frequência às touradas de Algés e flirta abundantemente as coristas do teatro de revista. A mulher tornada inacessível pelas normas sociais representa no imaginário romântico uma irrealidade enquanto anjo, fada do lar, deusa ou sol da existência.
O namoro correspondia a uma fase preliminar cuja sequência última finalizava no matrimónio, procurando-se, quantas vezes, através deste meio, ascender social e economicamente.
E queixamo-nos nós da rigidez da sociedade actual...

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Uma Civilização Superior (ou nem por isso...)

A Civilização Grega é tida como a mais gloriosa de todas as civilizações antigas. No entanto, durante o decorrer desta Civilização, a mulher era menosprezada moral e socialmente, e não tinha quaisquer direitos legais. Os Gregos olhavam para a mulher como uma criatura sub-humana, cuja posição na sociedade era, em todos os sentidos, inferior à do homem, para o qual estava reservada a honra, bem como um lugar de superioridade. A prostituição estava fortemente implantada na sociedade Grega, e as relações com mulheres adúlteras não eram consideradas pecaminosas. Como consequência, modificou-se o modo de olhar a mulher, e as adúlteras obtiveram uma tal proeminência, de que não existe paralelo na História. As casas de prostitutas tornaram-se o centro das atenções de todas as classes da sociedade, atraindo os seus filósofos, poetas, historiadores e pensadores. O homem comum considerava o matrimónio como algo desnecessário, sendo a liberdade sexual tida como perfeitamente lícita e correcta. De tal forma assim era, que, estes males tomaram-se numa parte da sua religião: foi deste modo que o culto à Afrodite, a deusa do amor e da beleza, se propagou por toda a Grécia. De acordo com a sua mitologia, esta deusa, que era esposa de um deus, desenvolveu relações ilícitas com três outros deuses, bem como com um mortal. Como resultado desta última relação ilícita nasceu um deus bastardo, Cupido, o deus do amor! As prostitutas eram consideradas como jovens dedicadas a templos, e o adultério foi elevado ao estatuto de piedade e revestido de toda a santidade religiosa. A posição da mulher na Civilização Grega pode ser resumida nas palavras de Sócrates, o grande pensador e filósofo grego: ''A Mulher é a grande fonte do caos e da ruptura no mundo. Ela é como a árvore de "dafali", cujo aspecto externo é extremamente belo mas, se os pássaros a comerem, morrerão com toda a certeza. "

Depois veio a Civilização Romana. Aí o homem possuía todo o poder e autoridade sobre a sua família, incluindo o direito de tirar a vida à sua própria mulher. Um esposo romano podia facilmente afastar a sua mulher por mero capricho. Entre os romanos a mulher não possuía personalidade legal. Ela nunca podia aparecer no tribunal como queixosa. Era vista como uma menor, demente, como uma pessoa incapaz de fazer ou de agir de acordo com a sua preferência. A sua propriedade passava para as mãos do seu marido pelo casamento. Ela não podia obter ou deter qualquer tipo de propriedade. Não podia ser testemunha, não podia comprar ou vender, nem fazer parte de qualquer contrato. Com o avanço da civilização, o conceito humano com respeito à posição da mulher sofreu uma profunda alteração. As regras que determinavam o casamento sofreram, gradualmente, uma completa "metamorfose" que as condições mudaram para pior. O divórcio foi facilitado, e o matrimónio era efectuado com bases que eram pouco sólidas. Naqueles dias, as mulheres tinham por hábito casarem-se diversas vezes; S. Jerónimo menciona uma mulher maravilhosa, cujo último marido tinha sido o seu 23º, tendo sido, ela própria, a 21º mulher do seu marido. Homens e mulheres tomavam banho juntos nos banhos públicos. Quando os Romanos ficaram de tal maneira absorvidos por paixões animalescas, a sua glória desapareceu por completo, sem sequer deixar rasto atrás de si.

Como se vê, estas Civilizações tinham-se como superiores mas afinal era graças à escravatura e humilhação dos mais fracos. No entanto, mais cedo ou mais tarde acabaram por cair…vai-se lá saber porquê…

domingo, 7 de outubro de 2007

Campanha Por Beleza Real

A Campanha Por Beleza Real promovida pela Dove não é novidade para ninguém, mas o novo vídeo mostrou uma recente preocupação.

A campanha teve a colaboração do célebre fotógrafo Ian Rankin e apresentou um grupo de mulheres reais com alguns quilinhos a mais exaltando os seus corpos, que nem sempre estão presentes nas fotos dos anúncios publicitários. Estas mulheres foram recrutadas nas ruas e escolhidas a dedo pela sua auto-confiança e brilho e posaram apenas nas próprias roupas íntimas, sem maquilhagens ou qualquer tipo de retoque especial.
Este vídeo tem como propóstio fazer com que as mulheres tomem consciência de que a beleza 'utópica' não existe, existe antes maquilhagem perfeita e programas de Photoshop super evoluídos. A ideia era que as mulheres deixassem de ser tão exigentes consigo próprias e entendessem que são bonitas cada uma à sua maneira. Convencidas? Talvez não...

Por outro lado, é engraçado, uma empresa que sobrevive à custa da vaidade promover uma campanha assim...O que é certo é que parece que nós, mulheres, adorámos a ideia e eu até fiquei fã da Dove.

sábado, 6 de outubro de 2007

Anorexia nervosa: o testemunho de Isabelle Caro

Uma campanha publicitária de moda chegou segunda-feira às ruas italianas, num gesto de sensibilização para a anorexia.

A modelo Isabelle Caro, francesa, pesa apenas 31 quilos e é o novo rosto da campanha da marca Nolita. As suas fotografias mostram a jovem completamente nua, de costas ou de frente, e com as palavras "No Anorexia". Isabelle Caro decidiu posar nua "para que as pessoas saibam e vejam o que é realmente a anorexia. Escondi-me durante muito tempo. Agora quero mostrar-me sem medo, ainda que o meu corpo cause repugnância. Os sofrimentos físicos e psicológicos que padeci podem servir de ajuda a quem caiu na situação da qual estou a tentar sair", afirma a jovem.

A presidente da Associação para o Estudo e Investigação sobre a Anorexia, considerou "um exagero" mostrar o corpo da jovem "de uma maneira tão crua", acrescentando que as fotografias podem provocar em muitas raparigas doentes "uma espécie de inveja" em relação à magreza de Isabelle. Por sua vez, o presidente da Associação Italiana de Problemas da Alimentação e do Peso, Riccardo Dalle Grave, sustentou que as imagens tornam "banal um problema sério". Já Luísa Bertoncello, administradora-delegada da marca Nolita, confessou que ficou emocionada quando viu as imagens pela primeira vez, devido à sua "verdade", e entendeu que "era justo usar a publicidade como meio de sensibilização para os males da sociedade". A campanha publicitária, que coincide com a Milan Fashion Week, é apoiada pelo Ministério da Saúde italiano.

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Conceito de Beleza: mas qual conceito?!

O conceito de beleza não é algo fixo, imutável. Pelo contrário, a definição do que se considera belo varia através dos tempos. Diversos são os factores que contribuem para esse fenómeno: a influência das estrelas de cinema, a moda, a revolução dos valores e costumes da sociedade, o surgimento do feminismo etc.

As duas grandes guerras que a humanidade enfrentou alteraram, cada uma à sua medida, o padrão de beleza vigente. Logo no início do século XX, a Primeira Guerra Mundial (1914-1918) gerou a sensação de que era necessário "viver o presente", influenciando o comportamento da Mulher. Ela deixou o recolhimento de parte para assumir o look "mulher fatal", inspirada principalmente na actriz americana Theda Bara, que abusava da maquilhagem e da sensualidade. Já no final da década de 30, o máximo de beleza que uma mulher podia ambicionar eram pernas longas e bem delineadas como as de Marlene Dietrich. O grande responsável por essa obsessão feminina foi o surgimento das meias finas de nylon, que logo se tornaram mania entre as consumidoras.

Entre as décadas de 40 e 50, uma nova mudança estava à vista: o corpo cheio de curvas das pin ups - modelos que posavam para calendários - tornou-se moda, principalmente pelo sucesso de Marilyn Monroe. As formas roliças e generosas que essas jovens exibiam, quase sempre dentro de trajes diminutos, resultaram da Segunda Guerra Mundial (1940-1945): depois dos tempos difíceis, a abundância e a fartura eram o desejo da população, e isso estendeu-se também ao corpo das mulheres.

Os anos 60 também trouxeram novidades, que logo se estenderam à moda. O crescimento do movimento feminista, que culminou com a queima de sutiãs em praça pública, contribuiu para o sucesso das magrinhas "tipo tábua", como a famosa modelo inglesa Twiggy. Essa tendência foi se intensificando nos anos seguintes, e culminou na década de 80, quando o culto à magreza atingiu seu auge. A mania das aulas de aeróbica e o surgimento da lipoaspiração, em 1982, contribuíram para a moda dos corpos magros. Mas foi no início da década de 90 que o mundo das passarelas e dos desfiles de moda se popularizou com força total, devido principalmente à glamourização da vida das top models pelos média. Com isso, as mulheres passaram a inspirar-se nas modelos milionárias como ideal de beleza. E havia lugar para tudo: desde as curvas de Cindy Crawford até o visual anoréxico de Kate Moss. Essa década trouxe ainda outra novidade: as próteses de silicone para os seios, antes consideradas cancerígenas, foram absolvidas após inúmeras pesquisas, e caíram moda.

Como podemos perceber, através dos séculos as mulheres sempre tiveram um ideal de beleza para se inspirar. É natural encarar uma dieta, ginásio ou mesmo cirurgia plástica para ficar mais próxima desse ideal. Porém, isso pode ser perigoso se não houver bom senso, pois cada mulher possui uma estrutura corporal diferente e não adianta querer mudar isso.

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

Bem-vindos ao nosso Blog!

Mortificadas pela vontade de neste ano escolar darmos tudo por tudo na disciplina de área de projecto, hoje inauguramos oficialmente este cantinho.

Esta disciplina surge novamente no 12º ano, depois de os alunos do secundário se terem sentido gratos por se livrarem no 10º e 11º anos do fardo que a mesma constitui. Honestamente, foi com choque e uma certa revolta que nós mesmas a vimos regressar aos nossos horários…

Mas antes de mais, falemos um pouquinho acerca de nós mesmas. O nosso grupo é constituído por três elementos: Cátia, Filipa e Isabel. Na verdade, não foi fácil conseguirmos a vantagem de constituir um grupo com tão poucos elementos, mas persuasão é qualidade que não nos falta. Outra qualidade que temos é a dedicação e sentido de trabalho, e por isso arregaçámos as mangas e comprometemo-nos a aceitar área de projecto de punho erguido! É isso mesmo, cá vamos nós à peleja dar o nosso melhor e lutar para que realmente este projecto valha a pena!

E como assim é, elegemos um tema também ele tão forte quanto a nossa convicção de trabalho. Determinámos que o nosso projecto vai incidir todo ele na Mulher, incluindo a evolução do seu conceito de beleza, do seu status na sociedade, etc. Já planeámos mil e uma coisas que queremos fazer e estamos a fervilhar por dentro de ideias! Não podemos é revelar tudo aqui ou a piada perdia-se. Costuma-se dizer que o melhor fica para o fim…
Mas aqui vai ser possível observar-se de perto a evolução do nosso trabalho ao longo de todos os meses que aí virão. Desejamos postar aqui as nossas reuniões, deliberações, conclusões e tudo mais o resto! Fica connosco!