quinta-feira, 15 de novembro de 2007

É a isto que se chama evolução??


A discriminação da mulher, mesma na sociedade ocidental, está longe de ser um assunto acabado como muitos «iluminados» querem fazer crer. Para juntar à longa lista de «provas» a "Noticias Magazine", publicou, na sua passada edição, um trabalho de investigação da psicóloga Raquel Matos intitulado "CRIME dizem elas".

Ao contrário do que se poderia pensar, não há crimes «tipicamente femininos». O que há é circunstâncias inerentes à consumação do crime. Ou seja, o crime aconteceu porque eram mulheres. como se não bastasse, o facto de se ser mulher leva à «dupla punição» - porque a sociedade aceita melhor que um homem cometa um crime do que uma mulher; a quem não se tolera desvios ao papel que dela é esperado: "continua a esperar-se da mulher um comportamento de maior recato e dedicação à familia. Ainda se espera que a mulher tenha relações mais ou menos estáveis. Espera-se que não seja violenta. Espera-se que cumpra as normas sociais. Espera-se que não cometa crimes. A pressão e o controlo social sobre as mulheres são muito mais acentuados do que nos homens.", afirma a autora do estudo.

E se no universo prisional português mais jovens o número de raparigas detidas é muito inferior ao de rapazes, o mesmo já não acontece naquilo a que se chama a idade adulta: a taxa de detenção de mulheres em Portugal é das mais elevadas da Europa. Razões para reflectir no muito que ainda há para mudar nas menstalidades e comportamentos de uma sociedade que se diz evoluída neste inicio do século XXI.

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Se não têm pão, comam brioches!

Maria Antonieta de Áustria nasceu em Viena em 1755 e foi a rainha de França até a Revolução Francesa, em 1789. Casa-se em 1770 com o delfim francês, que passou a governar como Luís XVI a partir de 1774. Exerceu grande influência a vários níveis sobre o seu marido, nomeadamente a nível político, embora pouco soubesse da vida dos plebeus franceses e do custo dela. Devido aos seus hábitos esbanjadores e excêntricos, a corte francesa arruinava-se a olhos vistos. Por isso o povo apelidava-a de «madame déficit», odiando-a sem nada para comer. Existe uma famosa frase: "Se não têm pão, comam brioches" que supostamente foi proferida por si quando a população, faminta, gritava em frente aos portões de seu palácio por algo para comer. Em 1792 foi detida e encarcerada pela revolução. Aquando do seu julgamento, Maria Antonieta teve de se sentar num banco duro de madeira, enquanto o presidente procedia ao interrogatório. As perguntas sucederam-se de modo desordenado, algumas sem a menor importância, com a intenção de supliciar a rainha. Esta respondeu com precisão algumas vezes, com prudência outras, com altivez sempre. Maria Antonieta foi condenada à morte e executada no dia 16 de Outubro de 1793, morrendo na guilhotina.

Um filme sobre a vida da rainha foi feito com o nome de Marie Antoinette, dirigido por Sofia Coppola.

domingo, 4 de novembro de 2007

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

La Vie en Rose

Uma mulher de personalidade marcante, cujo talento incomparável atravessou décadas e será eternamente reverenciada como uma das grandes vozes do século: Édith Giovanna Gassion, mais conhecida como Édith Piaf nasceu em Paris a 19 de Dezembro de 1915 e morreu a 10 de Outubro de 1963. Foi uma cantora francesa de música de salão e variedades, mas foi reconhecida internacionalmente pelo seu talento no estilo francês da canção. Cresceu no clima dos cabarés e boates franceses, sempre acompanhando a mãe, Line Marsa, que cantava nestes lugares. Iniciou sua carreira com apenas 15 anos, apresentando-se em cafés e nas ruas. Com maneira própria de interpretar e uma voz singular ficou conhecida com canções como “Je ne Regrette Rien” e “La Vie en Rose”, tornando-se um dos maiores nomes da música francesa. Mas a vida da cantora foi tudo menos fácil. Edith sofreu muito na infância, viajando com o seu pai, um contorcionista, e também sofreu de muitas paixões arrebatadoras como toda boa e autêntica francesa.

Em Junho de 2007 foi lançado um filme biográfico sobre ela com o título "Piaf" (originalmente "La Môme", e em inglês "La Vie En Rose") de Olivier Dahan.


Músicas de Edith Piaf: http://edith-piaf.narod.ru/pesni.html

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

A Mulher e o Islão

Como em nenhuma outra religião, no islamismo a mulher é tratada como um objecto. Este abuso começa desde que são meninas, pois proibidas de ir à escola são condenadas ao eterno analfabetismo. Embora o Islão não proíba as mulheres de trabalhar, enfatiza o seu lugar a tomar conta da casa e da família. Depois há, como se vê, milhares de viúvas que, sem poder ganhar o seu sustento, vivem de esmolas e passam fome. Qualquer uma que seja suspeita de transgressões é espancada ou executada. Em muitos países muçulmanos há matanças relativamente frequentes por motivos de honra. A razão apontada para as matanças é a crença de que a mulher tenha causado à família uma "perda de honra" e por isso "mereça" ser morta. E todas as nódoas negras que o marido tem o DIREITO de causar no corpo da mulher ficam escondidas debaixo das longas túnicas que usam (as burqas). O Islão recomenda a modéstia sem recomendar abertamente o cobrir de alguma parte, pelo que, cá para mim, elas são obrigadas a usá-las para tapar os efeitos das agressões que sofrem. O Corão contém versículos dedicados a deixar claro que, aos olhos de Alá, homens e mulheres são iguais. Como se explica, então, que as mulheres tenham de viver prisioneiras e cobertas por véus, em pleno século XXI? Na verdade, a pura religião descrita no Corão está muito longe daquilo que foi, ao longo dos anos, distorcido pelos homens para fazer valer as suas vontades. A Circuncisão feminina, por exemplo, não é referida em nenhuma parte do livro sagrado, embora seja praticada na África.

O recente livro "Souad - Queimada viva", editado em 2004 em português pela Editora Asa, relata um destes casos de maltratos de uma mulher palestiniana de 17 anos pela sua própria família. Foi queimada viva mas acabou por ser salva por uma organização suíça. É de não perder!