Mulher,
Que fazes nascer outros seres
E ficas prisioneira desse acto
Que aconchegas no teu regaço
Pela tua vida fora, num abraço.

Mulher,
Que fazes da tristeza, alegria
Mesmo chorando por dentro,
Cantas cantigas de embalar,
E sabes declinar o verbo amar.
Mulher,
Que de ti te esqueces sempre,
Ajudas os filhos e companheiro,
Anulas-te por vezes, por inteiro,
Sem lamentos ou recriminações.
Mulher,
Que sendo tão forte, és frágil,
Sabes ser dura na hora certa,
Mas estás sempre desperta,
E tens a doçura do mel no olhar.
Estela Belém
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