Naide Gomes é uma campeã made in Portugal, apesar de só em 2001 ter adquirido a nacionalidade portuguesa. Vive em Portugal desde muito jovem.
O atletismo não fazia parte da sua vida, mas as qualidades naturais despertavam nela o prazer para a actividade física. "Nessa altura nem sabia sequer o que era atletismo. Comecei a praticar a modalidade com 13 anos, um ano após ter chegado a Portugal. Morava em Fernão Ferro e estudava no Feijó. Foi aí que comecei, mas desisti logo, porque chegava muito tarde a casa. Na altura pensei que tinha vindo para cá para estudar e que o atletismo não me dava futuro nenhum. Depois voltei outra vez por causa do meu professor de Educação Física. Disse que tinha talento e que me podia ajudar em termos profissionais. Voltei então para o atletismo, através do desporto escolar, e continuei."
"Iniciei-me com o salto em altura, mas sempre fiz um pouco de tudo. Lançava peso, saltava em comprimento, sempre treinei tudo. Só que terminava os 800 metros do heptatlo de rastos, chorava e dizia que não queria mais. Os 800 metros são para morrer. Então participei num heptatlo dos Campeonatos da África do Sul, sem treinar especificamente para isso. Fiquei em quarto lugar e fiz uma boa marca. Pensei, então, que podia melhorar e ser uma das melhores. Voltei a treinar com o objectivo de conseguir os mínimos para os Jogos Olímpicos de Sydney. A partir dai apostámos forte no heptatlo. Em todas as provas combinadas melhorei as minhas marcas, mas acabei por falhar os mínimos, ficando a 21 pontos. Optei por participar nos 100 m barreiras sem mínimos. É outro mundo. Entrei naquele estádio e pensei que queria ser uma das melhores, tinha de ser. Então vim com mais motivação. Nos Jogos acho que fiz 14,41. Não foi assim tão mau”, afirma Naide Gomes.
A naturalização, porém, só surgiu em Maio de 2001 "Tinha 17 anos quando pedi a naturalização. Mas só uns anos depois é que recebi o parecer positivo. Eu vivo cá, estudo cá, tenho cá toda a minha vida. Comecei o atletismo aqui. Estou totalmente integrada em Portugal, e então pensei, porque não?”
O atletismo não fazia parte da sua vida, mas as qualidades naturais despertavam nela o prazer para a actividade física. "Nessa altura nem sabia sequer o que era atletismo. Comecei a praticar a modalidade com 13 anos, um ano após ter chegado a Portugal. Morava em Fernão Ferro e estudava no Feijó. Foi aí que comecei, mas desisti logo, porque chegava muito tarde a casa. Na altura pensei que tinha vindo para cá para estudar e que o atletismo não me dava futuro nenhum. Depois voltei outra vez por causa do meu professor de Educação Física. Disse que tinha talento e que me podia ajudar em termos profissionais. Voltei então para o atletismo, através do desporto escolar, e continuei."
"Iniciei-me com o salto em altura, mas sempre fiz um pouco de tudo. Lançava peso, saltava em comprimento, sempre treinei tudo. Só que terminava os 800 metros do heptatlo de rastos, chorava e dizia que não queria mais. Os 800 metros são para morrer. Então participei num heptatlo dos Campeonatos da África do Sul, sem treinar especificamente para isso. Fiquei em quarto lugar e fiz uma boa marca. Pensei, então, que podia melhorar e ser uma das melhores. Voltei a treinar com o objectivo de conseguir os mínimos para os Jogos Olímpicos de Sydney. A partir dai apostámos forte no heptatlo. Em todas as provas combinadas melhorei as minhas marcas, mas acabei por falhar os mínimos, ficando a 21 pontos. Optei por participar nos 100 m barreiras sem mínimos. É outro mundo. Entrei naquele estádio e pensei que queria ser uma das melhores, tinha de ser. Então vim com mais motivação. Nos Jogos acho que fiz 14,41. Não foi assim tão mau”, afirma Naide Gomes.
A naturalização, porém, só surgiu em Maio de 2001 "Tinha 17 anos quando pedi a naturalização. Mas só uns anos depois é que recebi o parecer positivo. Eu vivo cá, estudo cá, tenho cá toda a minha vida. Comecei o atletismo aqui. Estou totalmente integrada em Portugal, e então pensei, porque não?”

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