quinta-feira, 1 de novembro de 2007

A Mulher e o Islão

Como em nenhuma outra religião, no islamismo a mulher é tratada como um objecto. Este abuso começa desde que são meninas, pois proibidas de ir à escola são condenadas ao eterno analfabetismo. Embora o Islão não proíba as mulheres de trabalhar, enfatiza o seu lugar a tomar conta da casa e da família. Depois há, como se vê, milhares de viúvas que, sem poder ganhar o seu sustento, vivem de esmolas e passam fome. Qualquer uma que seja suspeita de transgressões é espancada ou executada. Em muitos países muçulmanos há matanças relativamente frequentes por motivos de honra. A razão apontada para as matanças é a crença de que a mulher tenha causado à família uma "perda de honra" e por isso "mereça" ser morta. E todas as nódoas negras que o marido tem o DIREITO de causar no corpo da mulher ficam escondidas debaixo das longas túnicas que usam (as burqas). O Islão recomenda a modéstia sem recomendar abertamente o cobrir de alguma parte, pelo que, cá para mim, elas são obrigadas a usá-las para tapar os efeitos das agressões que sofrem. O Corão contém versículos dedicados a deixar claro que, aos olhos de Alá, homens e mulheres são iguais. Como se explica, então, que as mulheres tenham de viver prisioneiras e cobertas por véus, em pleno século XXI? Na verdade, a pura religião descrita no Corão está muito longe daquilo que foi, ao longo dos anos, distorcido pelos homens para fazer valer as suas vontades. A Circuncisão feminina, por exemplo, não é referida em nenhuma parte do livro sagrado, embora seja praticada na África.

O recente livro "Souad - Queimada viva", editado em 2004 em português pela Editora Asa, relata um destes casos de maltratos de uma mulher palestiniana de 17 anos pela sua própria família. Foi queimada viva mas acabou por ser salva por uma organização suíça. É de não perder!

Sem comentários: